segunda-feira, 14 de junho de 2021

Drogas não !!! Faça sua parte.


Esse é um problema que assola todos nós,
direta ou indiretamente. 
Não escolhemos, às vezes, ser envolvido no problema mas, 
sem escolha, somos envolvidos muitas vezes. 


É certo que temos de fazer a nossa parte, cada um tem, para banir (pelo menos diminuir) este mal do nosso meio e impedir que as drogas façam parte da vida dos jovens, crianças (que absurdo! Já está alcançando as crianças!) e adultos.

Muitos já sabem o que precisam fazer quando alguém da família revela (ou descobre-se) ser um dependente químico, um viciado. O diálogo, que muitas vezes faltou na infância e adolescência, agora é o principal remédio, aliado a uma clínica de recuperação, auxílio psicológico e médico, espiritual e familiar. A presença da família, neste momento, é essencial. E não digo presença física, digo presença real. A pessoa com problema precisa sentir a presença dos entes queridos ali por perto, neste momento de crise. Se esta presença tivesse sido real desde a infância, a possibilidade de chegar às drogas teria sido quase nula. Muitos dizem que estavam presentes, mas era só presença corpórea, não real. Estavam ali na sala, mas não estavam ali com ele. Muitos pais estão na mesa da cozinha com a família mas, na verdade, estão em outro lugar, sabe Deus onde.

Não basta amá-los, é preciso que saibam que são amados” (Dom Bosco).

Porém, quero chamar a atenção da sociedade toda para este mal. Não é só a família que sofre e que precisa tomar atitudes. Toda a sociedade sofre. Às vezes, sem ter nenhum viciado na família, você já foi vítima de um assalto na rua ou em casa, causado por um jovem que precisa de dinheiro para alimentar o vício. Às vezes podemos fazer algo com relação a isto. Não podemos impedir o assalto, mas podemos desencorajar a lucratividade dele.

Quando um aparelho de som é roubado de sua casa, um celular ou uma televisão, na maioria das vezes é para vender e conseguir dinheiro para drogas. Porém, para que se venda, é necessário que alguém compre. Geralmente, para ser uma compra atrativa, é oferecido por um preço bem abaixo do mercado e o comprador, ingênuo, nem percebe que está ajudando o tráfico de drogas e na destruição de vidas de jovens!

Podemos fazer algo. Podemos estar atentos e não aceitar produto fácil. Se uma televisão custa R$ 3000,00 numa loja que tem funcionários para pagar, aluguel, IPTU e outros impostos e muitas outras despesas e está sendo oferecida por R$ 200,00 na porta da sua casa, desconfie. Temos de tomar uma atitude porque este hábito de querer “levar vantagem” em ofertas deste tipo causa uma grande “desvantagem” pra sociedade e principalmente para a família do jovem que está fazendo girar o círculo do tráfico de drogas.

Ora, o tráfico é lucrativo porque o viciado faz “qualquer coisa” para conseguir o dinheiro para pagar pelo vício. E ele sabe que, se não paga, morre mesmo. Então o círculo se perpetua. Se cada um de nós, e todos nós, fizéssemos a nossa parte em quebrar este círculo em alguns pontos, a força diminuiria. Mas, mesmo que não resolva, vamos fazer a nossa parte, certo?

Lucas Durigon


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segunda-feira, 19 de abril de 2021

Não existe viv'alma mais honesta do que eu

Quem já ouviu essa frase, pronunciada pelo excelentíssimo ex presidente, ex condenado, ex trabalhador, ex sindicalista e atual ser abjeto da nossa nação deve ter achado engraçado ou ter ficado indignado.

Sim, porque qualquer trabalhador mais ou menos honesto neste país sabe que uma declaração dessas, vinda de quem veio, só pode ser piada. E, em certa medida, é. Mas, olhando do ponto de vista do próprio ex presidente Lula, eu até que entendo o que ele quis dizer. Não concordo, mas entendo.

Embora, dita por quem foi dita, essa declaração beira ao absurdo, a verdade é que muitos dizem coisas parecidas todos os dias, das quais outras pessoas acham absurdo ou que seja piada. Isso acontece porque este tipo de declaração é feita por pessoas que vivem fechadas em ambientes tão profundamente arraigados em algum tipo de conduta, que se veem como exemplos a ser seguidos, apesar de serem pessoas de conduta semelhantemente ruins.

É que as pessoas baseiam este tipo de conclusão de acordo com a referência moral e de conduta que têm. Eu explico:

Tomemos o Lula, por exemplo, nesta declaração dele. Vivendo no meio em que ele vive, ele deve ter visto e vivido coisas absurdas lá, exemplos de desonestidade que fariam o tinhoso ficar arrepiado. Acredito que, talvez, a sociedade brasileira um dia venha a saber de coisas que vão deixar muitos mais de cabelo em pé ainda do que já estão. Talvez o ex presidente saiba de coisas que o façam pensar que o que ele fez não é nada ou, como se diz por aí, “é fichinha”. Assim como no passado, ficávamos indignados com os absurdos do Paulo Maluf, que era inclusive citado como exemplo de corrupção, quando se falava do assunto, e hoje é tratado como um estagiário na área, talvez venhamos a perceber que o Lula também estava apenas aprendendo o ofício, quando soubermos dos verdadeiros desmandes nesta área.

Neste sentido, o ex condenado Lula (porque o STF disse que ele não é mais condenado, apesar de não ter sido inocentado!) se vê num meio tão moralmente corrompido que se acha “um santo”, se vê, a si mesmo, como exemplo de conduta e pensa de si mesmo que o que ele fez não é nada. Porque, comparado aos seus companheiros na política, talvez ele seja, realmente, um aprendiz. Essa é a percepção dele que, num meio tão sujo, se vê limpo, ainda que esteja coberto de lama. Porém, quando algum brasileiro trabalhador olha para ele, o enxerga como o mais sujo de todos, porque a referência do trabalhador é outra. Embora, no meio de qualquer grupo social haja um pouco de sujeira e desonestidade, em alguma dose, não é nada que se compare ao que fazem alguns dos nossos políticos.

A questão toda é sempre o ambiente do qual temos a referência de comparação para analisar este tipo de coisa.

Funciona assim: imagina que a honestidade, ou mesmo outras características morais como sinceridade, bondade, generosidade e por aí vai, pudessem ser medidas de forma objetiva, como quando respondemos uma prova de matemática e podemos dizer que nota tiramos. Imagina que estas características citadas acima pudessem receber notas de 0 a 10, como nas provas escolares. Então, imagina uma pessoa que tem honestidade nota 4, mas que vive num meio e num grupo cuja honestidade tem a média 2. Esse que tem nota 4, vai se achar o máximo da honestidade, porque ele está acostumado a ver, a viver no meio de pessoas que têm essa característica inferior a dele, embora essa nota 4 (numa escala de 0 a 10) seja boa ali naquele meio, ainda é uma nota baixa, inferior ao necessário para, digamos, “passar de ano”. Não é aprovável. Diríamos que, se uma pessoa tivesse nota 7 de honestidade, embora não fosse perfeita (quem é?), teria uma nota suficiente para “passar de ano” ou, pelo menos, ser aceitável na sociedade como alguém considerado “honesto”. Mas aquele de nota 4, só pensa estar bem ao se comparar com o seu grupo, nota 2. Porque, de resto, ele está bem ruim.

O fato é que quando esta pessoa nota 4, que se acha o máximo enquanto está vivendo naquele grupo cuja honestidade não passa de 2, muda-se para um grupo cuja honestidade tem média 8, por exemplo, então ele vai se sentir um verdadeiro lixo. Porque, o que antes era superior e, por isso mesmo, ele não via a necessidade de melhorar, afinal de contas, já estava bem acima da média daqueles com quem convivia, agora convivendo num local cuja média é muito maior que a sua, será visto pelos novos pares como alguém realmente desonesto.

Esta é a questão da referência de comparação que todos usamos, sem perceber, o tempo todo, para nos qualificarmos a nós mesmos e aos outros. Geralmente, nossos julgamentos são feitos com base nessa comparação relativa. E isso não é bom. O ideal seria que nossa referência fosse algo máximo, aquilo que fosse o exemplo máximo em cada área (honestidade, sinceridade, bondade, generosidade, inteligência, cultura etc.) e, buscando esse máximo, agora sim uma referência incontestável, considerássemos que ainda falhamos, por não ter alcançado tal medida. Essa consciência humilde de nossa fragilidade nos manteria humildes e dispostos a melhorar sempre, e não ficar estancados onde estamos, por achar que já somos superiores.

Esse mesmo tipo de problemas na comparação se dá em várias áreas. Imagina que você é um aluno de escola, num lugar onde a média da sua classe em matemática não passa de 3, mas você mantém uma média de 6, nesta classe. Parece ótimo, só que a escola exige 7 para passar de ano. Então, mesmo sentindo-se o máximo, no local onde está, por causa dos outros, ainda assim não conseguirá passar de ano, se aprovado. E, mesmo que seus pais digam “olha, você precisa melhorar, porque desse jeito não vai passar de ano”, você pode sentir-se tentado a argumentar com seus pais “mas melhorar o quê, se já sou o melhor da classe?”. E essa “verdade” é apoiada numa referência deturpada, ao se comparar com o restante da classe, toda de reprovados.

Então, numa escola, numa escala de 0 a 10, existe o excelente, o máximo, que é o 10, o que deveria ser o objetivo de todos. Mas existe o aceitável, o aprovável, que é o 7. Abaixo disso, não é aceitável, e a escala desce, até o máximo reprovável, aquela situação em que “não tem jeito”. Porque quem tem 6 ainda está perto de se tornar aprovável. Mas e quem não sai do 2 ou 3, será que tem jeito? Somente com muito, mas muito esforço mesmo. Eu diria o mesmo para a questão da honestidade. Somente com muito esforço. Mas, o primeiro passo para quem deseja sair de um nível reprovável, é admitir que precisa melhorar. Assim, o aluno com nota 6 numa classe média 3, precisa entender que ser o melhor nestas condições não é suficiente. Ele não pode se comparar com os outros alunos de sua classe, porque nem ele, nem os outros conseguirão nota mínima para aprovação, que é 7, e serão reprovados. Mas, enquanto este aluno se julgar o melhor, naquela classe, nunca passará de ano! Entende a analogia?

Mas eu entendo, do ponto de vista do ex sindicalista Lula, que ele se julgue a alma mais honesta do Brasil. Na verdade, o meio ambiente onde ele vive, pode até ser que com nota 4, se julgue melhor do que o grupo, com média 2! A verdade é que ele não tem mérito, nesta área, sequer para ser aprovável (ter uma nota, digamos 7). Que dirá para ser o melhor (nota 10).

Essa analogia toda das notas é só para nos fazer refletir e perceber que muitos de nós julgamos assim em muitas coisas. E tornamos nosso julgamento falho, muito corrompido pelas circunstâncias e meio onde vivemos.

Eu poderia ainda dar o exemplo de um adulto formado no ensino médio, que vive numa cidadezinha onde a grande maioria não tem sequer ensino fundamental completo, onde muitos sequer saibam ler e escrever. Esse adulto, que tem o ensino médio e se julga o “guru” e o sábio daquela cidadezinha, cuja inteligência tem, digamos, uma nota 5 num local onde a média é 3, poderá se achar o homem mais inteligente do mundo, até mudar-se para um local onde a maioria da população tem formação superior e muitos têm doutorado. Bem, neste novo local, aquele sábio da vila, passa a ser considerado e visto como um ignorante. É que, no novo local, que tem uma nota 8 no quesito conhecimento, vai considerar pouco aquela nota 5 do homem que veio da vila com nota 3.

Tudo é uma questão de referência. De saber “comparado ao quê” eu me avalio.

Por isso, acredito que todos deveríamos ter como base o máximo. Uma referência absoluta, não relativa. E então, buscar alcançar esse máximo (10), sabendo que já será suficiente se, nesta busca, formos aprovados (com nota 7), e pudermos então buscar melhorar para, aí sim, contribuirmos com a melhoria do mundo ao nosso redor. O problema é que a sociedade tem diminuído muito sua referência para estas questões. Tem diminuído muito seu padrão de qualidade e de exemplo a ser seguido. E aí, qualquer “zé ruela” passa a ser modelo a ser seguido, porque a média vai ficando cada vez mais baixa. Lula chegou a se comparar a Jesus Cristo. Agora, já pensou, trocar o exemplo máximo da história mundial, o filho de Deus, pelo cachaceiro Lula como exemplo a ser seguido? Pior é que muitos já fazem isso.

Mas a verdadeira referência, o modelo a ser seguido, está bem acima de tudo isso. O exemplo de Jesus, da Bíblia e, a partir destes, também dos grandes homens da história, que têm sido cada vez menos conhecidos pela sociedade.

É que muitos preferem escolher um exemplo a ser seguido mais simples, para não se sentir tão abaixo e não ter tanto trabalho assim para melhorar. Acredito ter sido numa tirinha do Garfield (o gato comedor de lasanha) que li certa vez: “Quer se sentir um vencedor? Cerque-se de perdedores.”. É uma maneira de sentir-se melhor, embora não o torna um verdadeiro vencedor.

Precisamos manter a referência lá acima, mesmo que não consigamos alcançar. Mas, pelo menos tentar, para manter a média mais alta. Senão, daqui a pouco, em nossas escolas, nota 4 será suficiente para passar de ano, daí imagina o bando de analfabetos formados que teremos espalhados por aí.

Lucas Durigon


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segunda-feira, 22 de março de 2021

Tipos de criminosos

 

Crime é crime! Certo? Isso mesmo. Um roubo, um assassinato, o aliciamento de menores para o tráfico, um estupro. Crime é crime. Antigamente, falava-se que aqueles que roubavam comida, muitas vezes era para se alimentar, dar de comer para a família e tudo o mais. Há algum tempo atrás, poderíamos dizer que este era o principal motivo dos assaltos referentes a gêneros alimentícios. Hoje, nem tanto.

A má distribuição de renda ainda faz muitas vítimas no Brasil. Por isso, muitos ficam sem ter o que comer. Alguns destes, no momento de desespero em ver seu filho chorando de fome, pode até realizar algum furto a fim de suprir as necessidades dos filhos. Não é um crime pior do que aquele funcionário de um estabelecimento que tem o péssimo hábito de “levar emprestado” um item da empresa para suprir um desejo de consumo ou uma necessidade real. Porém, neste caso, creio ser um crime de roubo pior, pois estamos falando de alguém empregado. Por outro lado, alguns destes funcionários não têm um salário digno, gerando indignação e revolta contra o proprietário, que sente-se pressionado pela cascata de impostos e, ao mesmo tempo, também deseja dar uma vida digna para sua família através de seu empreendimento. Nem todo empresário está “nadando em dinheiro”. Alguns são heróis, mantendo empregos que já deveriam estar extintos e, desta forma, auxiliando outras famílias a terem uma renda, ainda que, em alguns casos: pequena. Neste caso, aquele que gera impostos extras para suprir sua própria ostentação também é um criminoso. Aquele que desvia verbas e tira de quem precisa para colocar no seu próprio bolso também o é.

Temos ainda aqueles que se tornaram criminosos para sustentar um vício, gerado talvez pela falta de apoio familiar, pela falta de perspectivas futuras, pela falta de estímulo ao frequentar uma escola degradada e fraca. Talvez incentivado e aliciado por alguém que bate à porta da escola para convidá-lo a “ganhar um dinheirinho fácil”. Estes que precisam sustentar o vício, quando não têm dinheiro para tal (como aqueles que o sustentam com a mesada do pai, igualmente criminoso por não fiscalizar onde o filho põe o dinheiro), furtam algum material, que precisa ser revendido para gerar o dinheiro necessário para o pagamento de dívidas. Aqueles que compram material de origem duvidosa são igualmente criminosos.

No Brasil, só vamos ver resultados se combatermos todas as frentes que instigam à criminalidade: Pais que não dão atenção aos filhos, escolas que não fornecem um ensino de qualidade, traficantes que aliciam menores, receptores de materiais roubados, governos que aumentam impostos, corruptos que desviam verbas, funcionários que prejudicam empresas, empresas que não pagam salários dignos. Todos são culpados.

Todos são, em maior ou menor grau, criminosos. Alguns precisam de orientação e ensino, outros de punição e correção. Porém, precisamos ter em mente que o problema é nosso. Todos estamos envolvidos. Todos precisamos colaborar.


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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Já não se fazem super-heróis como antigamente!

 

Estive dando uma olhada nos super-heróis de antigamente: Super-Homem, Mulher Maravilha, Hulk, Homem-Aranha, Capitão América, Flash e tantos outros que povoaram e povoam até hoje o imaginário das pessoas. Em contraposição, observo os “heróis” que surgem hoje em dia: pokemon e seus treinadores, Dragon Ball, Mega Man e tantos outros que surgem aos montes.

Me pergunto porque estes de ontem ainda surgem (e ressurgem atualmente, com os relançamentos do Homem Aranha, Hulk, X-Men e outros no cinema) e povoam as mentes dos adultos (crianças de ontem) e ainda conseguem cativar crianças de hoje. Mas os atuais não conseguem cativar tanto e não duram tanto também?

O que será que cativa naqueles que não chama atenção nos atuais? E uma característica comum me chamou a atenção: os super-poderes. Já notaram que os heróis de ontem tinham superpoderes exclusivos e marcantes. Que eles, apesar da aparência humana, não eram humanos, mas ganhavam super-poderes justamente por não serem humanos (O super-homem veio de kripton, o homem aranha é um híbrido, resultante da ação de uma aranha radioativa, o Hulk teve alterações causadas por exposição radioativa, os X-men eram mutantes e assim tantos outros).

Os superpoderes e estas características os diferenciavam dos seres humanos “normais” e os colocava a uma distância segura, no imaginário de cada um, sem causar qualquer confusão quanto à identidade e à singularidade daqueles em relação a nós mesmos. Gostávamos de ver suas vitórias, baseadas nos superpoderes e, com exceção de algum possível garoto que tenha tentado voar pela janela do 10º andar pensando ser o super-homem, não se sabe de alguém que pensasse ter a velocidade do Flash ou que pudesse realmente se tornar verde e grande como o hulk. Fora das brincadeiras de criança do tipo: “eu sou o capitão américa” quando vestíamos as roupas típicas deles e fazíamos de conta que éramos super-heróis (e o código de honra da moçada fazia com que o “inimigo”, na brincadeira, acreditasse que tais poderes existissem). Bem, fora dessas brincadeiras, ninguém pensava ser realmente o Homem-Aranha (se alguém tentou escalar alguma parede, logo percebeu a impossibilidade).

Essa fantasia infantil era saudável. Povoava o imaginário, aguçava a criatividade, estimulava a busca de novas brincadeiras e interações sociais. Afinal, entre os super-heróis, haviam as sociedades (X-Men, Liga da Justiça, Os Incríveis, Os Marvel, Vingadores etc.) que lutavam unidas e os “inimigos”, que deviam ser derrotados. Assim, ao reproduzir a brincadeira, deveriam ser reproduzidas as interações sociais também. E a presença dos superpoderes não deixava ninguém na dúvida: aquele era um mundo. O meu mundo era diferente, real e não se misturava com aquele. Mesmo a característica comum a todo super-herói de precisar se “transformar” (Hulk), mudar de roupa (homem aranha, super homem, flash etc) ou o fato de não ser um humano facilitava essa distinção. O mundo da imaginação ficava lá. E eu aproveitava dele quando era saudável e no momento certo. E o meu mundo ficava aqui.

Hoje em dia as coisas mudaram. A distinção não é tão clara. E me pergunto se isso faz bem às crianças de hoje. Os heróis de hoje se resume a poderes que são habilidades em artes marciais, dando a impressão de que qualquer treinamento intenso numa academia poderia gerar os resultados que se vêem na televisão. Talvez muitos busquem isso, sem a tão clara e fácil distinção de antigamente.

Os heróis de hoje se resumem a saber lutar mais e melhor, a receberem cargas extra de força em seus próprios corpos, como que um anabolizante ou super-vitamina pudesse resolver o caso e não têm um ponto fraco em especial, mas são como os seres humanos, só que mais treinados, mais fortes.

Na época do super-homem, ninguém buscaria ter a força dele, pois sabia que era oriunda de outro planeta, reforçada pelo sol, diferente da nossa realidade, impossível de se obter. Hoje, talvez alguém busque ter a força de algum desses super-heróis, que fazem treinamentos, pois pode parecer possível tomar anabolizante e passar horas numa academia de musculação e artes marciais e, depois, sair de lá “lutando contra o crime”. A fantasia se mistura com a realidade. Isso porque a linha que antes as separavam agora é tênue demais. Antes era bem distinta. Agora é muito discreta.

Talvez o ser humano precise de super-heróis, de elementos fantásticos que aguce a imaginação e a fantasia. Mas talvez eles precisem estar bem afastados da nossa realidade. Assim ninguém vai ficar tentando bater no outro pensando que tem uma superforça.

A análise do sociólogo se une à maneira como o psiquiatra Francisco Assumpção avalia os jovens de hoje. 'Em linhas gerais, trata-se de uma juventude sem utopias, sem ídolos, sem heróis ou ideais. E essas referências são importantíssimas na formação de paradigmas, acordos morais e valores pessoais, assim como no desenvolvimento da identificação social', diz. Como consequência de todas essas ausências, a vida perde em significações, os jovens tendem a centrar seus objetivos na satisfação pessoal, restringindo suas ambições e sendo presa fácil do tédio ou da frustração. 'O aumento da violência juvenil e do uso de drogas pode ser entendido como maneiras de preencher esse vazio', diz Francisco.” (Superinteressante. Jan/2003. Edição 184. Pág. 61. “Como ela pôde?”)

Assim, ter um momento de fantasia é importante para a saúde mental. Manter essa fantasia distanciada e claramente distinta da realidade é mais importante ainda.




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segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Afinal, Dinheiro traz felicidade ou não? (parte 4 - final)


Não saber usar o dinheiro pode até trazer tristezas.


(... leia o artigo anterior)

Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” (1 Timóteo 6: 10) Essa é a realidade de quem nunca se farta, que busca, busca e nunca celebra. Daqueles para quem nunca é o bastante. E não é uma questão de quantidade absoluta, mas sim relativa. Uma pessoa pode ter apenas uma pequena casa e não estar contente com isso, querendo algo mais, sem necessidade, desprezando o pouco que tem. Irá se automutilar com muitas dores emocionais. Assim também alguém pode ter mansões, carros, helicóptero, iate e também não considerar o bastante, não tem fim sua cobiça. Viverá infeliz. “Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isto é vaidade.” (Eclesiastes 5: 10)
Porque, se eu amo a abundância ou o dinheiro como um fim em si, isto não traz nenhuma satisfação, nenhuma sensação de plenitude, de objetivo alcançado.
Mas ainda tem algo que precisa ficar claro. Viver sem dinheiro algum também não trará nenhuma felicidade. Não ter condições de dar de comer ao próprio filho não deixa ninguém feliz ou contente. Também viver sob constante ameaça de ser despejado de casa por não ter, nunca, como pagar o aluguel, não deixa ninguém feliz! E não ter condições de poder ir ao trabalho, por falta de dinheiro para o transporte, não deixa nenhum trabalhador, que precisa sustentar sua casa, em situação de celebração.
Então, a questão da quantidade é o seguinte: Cada um de nós precisa ter, no mínimo, o dinheiro necessário para uma vida digna, junto com sua família. Enquanto não atingir esse ponto, ainda há falta de dinheiro, este nível, no mínimo, precisa ser alcançado. Existe um patamar mínimo que, se não for alcançado, também será motivo de tristeza constante. Mas isso é bem relativo.
Se um casal sem filhos mora numa casa com 1 dormitório, mais barata, para quê precisa gastar mais, procurando uma casa com 3 dormitórios, se ainda não tem filhos, nem outras necessidades que exijam mais espaço? Para quê gastar mais dinheiro, pagando por algo que não precisa e ficar preocupado todo mês em se vai ter condições de pagar? Deixa pra procurar uma casa maior, ou construir um quarto a mais quando for necessário e tiver os recursos para isso. Agora, se a família tem 3 filhos, apenas 1 dormitório não será o necessário para uma vida digna para esta família. As necessidades são maiores. Este é apenas um exemplo.
De acordo com a realidade de cada um, de cada família, a necessidade muda e a quantidade de dinheiro também. Mas muitos não percebem isso. Muitos comparam valores absolutos e, vivendo uma situação mais simples, acabam por julgar aquele que necessita de mais, pela situação em que vive.
Assim, um casal com filhos não tem a mesma necessidade de um jovem solteiro que more sozinho, ou de uma mulher que ficou viúva com 3 filhos pra criar.
Da mesma forma, um casal aposentado, com os filhos vivendo suas vidas e tendo casa própria pra morar, recebendo sua aposentadoria todo mês, não tem a mesma situação de um casal com filhos pequenos, totalmente dependente deles, que pagam aluguel.
Então, um jovem solteiro que mora com os pais e consegue seu primeiro emprego para ganhar R$ 1000,00 pode ficar superfeliz em ter “tanto” dinheiro para suas “necessidades”, uma vez que abrigo e alimentação são supridos pelos mais. Se ele não souber usar, esse salário de 1000,00 pode ser, inclusive, motivo de desgraça e perdição para este jovem. O mesmo salário, para um pai de família, que paga aluguel e tem mais 2 pessoas para sustentar em tão pouco que chega a ser desesperador!
Por outro lado, se um pai de família pode ter uma vida digna recebendo, digamos 5 ou 7 mil por mês, sem ostentação, o mesmo salário para um jovem solteiro, cujos pais precisem de ajuda para o sustento, impõe a este jovem uma obrigação moral, social, religiosa e de consciência a que lhe obrigue usar parte deste dinheiro para retribuir a quem lhe deu a vida com um pouco de dignidade e conforto. Se o não fizer, esse dinheiro lhe trará, com certeza, muitas tristezas.
Os exemplos são muitos. Ter sabedoria para usar o dinheiro não é fácil, mas para que o dinheiro seja um meio de encontrar felicidade, é preciso obtê-lo com trabalho, honestidade e integridade e usá-lo com sabedoria. Não acredito que exista outro caminho. E não vejo outro lugar de encontrar orientação de como fazer isso, que não seja a Bíblia.







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segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Afinal, Dinheiro traz felicidade ou não? (parte 3)


Sabendo usar, você pode encontrar a felicidade,
tendo o dinheiro a seu serviço


(... leia o artigo anterior)

Então, afinal de contas, o dinheiro traz ou não traz felicidade?
Não. Categoricamente, não! O dinheiro em si não traz nenhuma felicidade. Ele, por si só, não pode fazer nada. Pra ninguém. Mas, e este “mas” é gigantesco, o dinheiro é necessário e, quando (esse “quando” também é bem grande) usado com sabedoria, pode fornecer os meios para que as pessoas encontrem a verdadeira felicidade. Se o dinheiro for tratado como deve ser, um escravo a nosso serviço, e que seja usado com sabedoria, pode fazer muita coisa. Eu diria que deveríamos usar o dinheiro com a orientação de Deus para que possamos encontrar a felicidade, não no dinheiro, mas no uso correto que se faz dele. Mal usado, ele pode ser inclusive fonte de grandes desgraças. Que o diga o pai que deu, indiscriminadamente, dinheiro à vontade para seu filho adolescente, e só percebeu que o filho o gastava com drogas quando morreu de overdose. Sem sabedoria, o dinheiro é uma boa fonte de desgraças.
Mas a questão ainda é a quantidade. Não a quantidade absoluta, mas a relativa, do dinheiro que temos em nosso poder.
A Bíblia fala bastante sobre o dinheiro, em como utilizá-lo de forma sábia. Por exemplo “Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.” (1 Timóteo 6: 8) Esta pérola de sabedoria bíblica, une o dinheiro à felicidade e o segredo para assim obtermos essa felicidade. Se tivermos sustento e com que nos cobrirmos, devemos considerar isso motivo de estar contentes. Essa pequena frase inclui em si uma avalanche de sabedoria.
Primeiro, para os apressados que pensam que entendem esse versículo bíblico numa leitura rápida, quero fazer algumas considerações: 1. Quando diz “tendo, porém, sustento”, a Bíblia está considerando o tempo e local histórico de cada leitor. Se, no tempo bíblico, sustento poderia ser ter dinheiro para comprar comida, hoje em dia pode incluir a compra de um aparelho telefônico, tão necessário nos dias de hoje. Mas, usando este exemplo, eu poderia dizer desta forma: “esteja contente em poder ter um aparelho telefônico, necessário hoje em dia, mas não precisa ficar trocando de aparelho todo ano, por um modelo mais novo, apenas por vaidade ou por gosto, contente-se em ter, use o dinheiro da troca anual para outras coisas, inclusive para ajudar quem precisa, se você não tiver outras necessidades” Ou seja, devemos nos contentar com o básico e, embora o básico de hoje seja diferente do básico de 1000 ou 2 mil anos atrás, um pouco de bom senso pode nos ajudar a entender que a felicidade pode vir, se não ficarmos olhando para a vaidade.
Tendo, porém, sustento”, pode incluir sim, a necessidade de um automóvel para quem dele depende para o trabalho ou algumas necessidades da família, num mundo como o de hoje. Mas, com certeza, não inclui a necessidade de automóveis que custam mais que uma casa, muito menos a necessidade de novos ou automóveis extras, para deixar guardado ou mostrar para os amigos.
Bem, esta frase, por si só, poderia dar espaço para um livro inteiro de exemplos e discussões. Mas não vou dar continuidade a isto, acho que deu pra entender o essencial: de que devemos ficar contentes em ter o necessário para nossa vida, ainda que o necessário de uns possa ser diferente do necessário para outros.
2. Quando acrescenta “com que nos cobrirmos”, o sábio escritor bíblico está incluindo a necessidade de abrigo, proteção e acolhimento às nossas vidas. Esse “cobrir” inclui a roupa, uma cama e a casa, que cumpram com a tarefa de nos proteger do frio e calor, mas inclui também nos cobrir da presença dos nossos familiares, para não ser necessário que famílias vivam separadas, por exemplo, como mandar filhos embora por não ter como sustentá-los. Essa cobertura, da qual fala o escritor, inclui a ideia de uma cobertura emocional, espiritual, onde uma família tenha condição de viver unida, onde não haja necessidade de abrir mão de um filho, por falta de subsídio básico para a vida, onde um casal não se separe pela falta do básico para que vivam unidos. De novo, usar de sabedoria é essencial, porque ostentar vaidades não é necessário para se ter abrigo, mas talvez a oportunidade de ter momentos juntos, onde possam compartilhar de risadas, sim. E, se tiver dinheiro suficiente para isso, é motivo de alegria.
3. E a última parte desta sabedoria bíblica é o principal de tudo, quando diz “estejamos com isso contentes”. Aqui, ele está dizendo que o segredo da felicidade, do estar contente, é nossa atitude, nossa reação perante o que temos. Se tivermos um modo de vida onde queremos sempre mais, onde nunca é o bastante aquilo que temos, onde ao se conseguir algo, desprezamos para logo em seguida buscar algo maior, algo mais, então nunca estaremos contentes. Quem vive assim, jamais irá celebrar ou festejar uma pequena conquista, um pequeno passo dado. Quem vive assim, sempre irá olhar para um objetivo inalcançável, desprezando cada passo dado, sempre querendo mais, correndo para alcançar a cenoura amarrada a uma vara presa à sua cabeça. Nunca chega, nunca sente a plenitude de conquistar um objetivo, ainda que pequeno, está sempre insatisfeito, sempre buscando algo que nunca alcança.
Viver assim é triste demais.




(continua no próximo artigo ... )




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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Vou vender meu voto!

Mas não me venha com dentadura ou R$ 100,00 em dinheiro. Conheço uma família inteira que, há algumas eleições atrás, se venderam por R$ 50,00 cada. Eu vendo meu voto, mas não me ofereça um cargo pra mim ou algum conhecido meu. Meu voto custa caro. Fruto de luta pela democracia, pelo direito de expressar a MINHA opinião. Quem quiser comprar meu voto, se prepare pra pôr a mão na consciência!

Quem quiser meu voto, mostre o “faz-me rir”. Em tempos de tanta tristeza e sofrimento, quem quiser meu voto, mostre como vai fazer o povo sorrir. Vendo meu voto em troca de limpeza na política. Vendo ao preço de corruptos na cadeia. Se quiser meu voto, me mostre o que e como vai fazer para resolver os problemas da cidade. E mostre, indubitavelmente, de onde vai conseguir os recursos, o dinheiro e as condições para fazer o que vai fazer.

O preço do meu voto é caro porque vem de longa data no passado e projeta-se para o futuro. É o preço de uma democracia conquistada e daquilo que queremos plantar para o futuro. Pergunte a qualquer um o valor de uma empresa sólida, com décadas de existência e que ainda promete muito faturamento para o futuro. Diferente de uma empresa iniciante ou de uma que já está no fim da vida, aquela que está apenas no meio da caminhada, vigorosa e pujante, tem mais valor. Pois bem, assim é meu voto. Tem um preço caro.

Vou dá-lo a quem mostrar ter integridade moral, honestidade, ficha limpa, caráter. Mas também precisa ter competência e experiência. Nem precisa ser em política. Aliás, uma renovação vai bem. Mas alguém com experiência no que faz, ou da vida mesmo. E competência, mostrando saber fazer bem o que já faz.

Não precisa ser perfeito. Pode ser humano mesmo. Como todos os outros. Mas destes que erram e têm a integridade de reconhecer e pedir desculpas, corrigindo depois a rota.

Vou dar meu voto. Mas não é porque é dado, que é barato. O preço é grande. O valor é alto. Quem quiser, me mostre o “faz-nos sorrir”, mostre como fará a cidade ser bem administrada. Não se preocupe em mostrar os erros e mazelas dos adversários. Não precisa. É baixo. Mostre o que você tem de bom a oferecer. Como vai fazer para resolver os problemas de educação, segurança, saúde, transporte público. Principalmente dos mais vulneráveis, mais necessitados.

Estou dando meu voto a preço de ouro. Eu poderia dizer que estou vendendo, porque tem um valor. Mas não vendo por cesta básica, cargos, promessas e coisas afins.

Sugiro que todos façam o mesmo. Daí sim, vamos começar a ver mudanças.


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