segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Já não se fazem super-heróis como antigamente!

 

Estive dando uma olhada nos super-heróis de antigamente: Super-Homem, Mulher Maravilha, Hulk, Homem-Aranha, Capitão América, Flash e tantos outros que povoaram e povoam até hoje o imaginário das pessoas. Em contraposição, observo os “heróis” que surgem hoje em dia: pokemon e seus treinadores, Dragon Ball, Mega Man e tantos outros que surgem aos montes.

Me pergunto porque estes de ontem ainda surgem (e ressurgem atualmente, com os relançamentos do Homem Aranha, Hulk, X-Men e outros no cinema) e povoam as mentes dos adultos (crianças de ontem) e ainda conseguem cativar crianças de hoje. Mas os atuais não conseguem cativar tanto e não duram tanto também?

O que será que cativa naqueles que não chama atenção nos atuais? E uma característica comum me chamou a atenção: os super-poderes. Já notaram que os heróis de ontem tinham superpoderes exclusivos e marcantes. Que eles, apesar da aparência humana, não eram humanos, mas ganhavam super-poderes justamente por não serem humanos (O super-homem veio de kripton, o homem aranha é um híbrido, resultante da ação de uma aranha radioativa, o Hulk teve alterações causadas por exposição radioativa, os X-men eram mutantes e assim tantos outros).

Os superpoderes e estas características os diferenciavam dos seres humanos “normais” e os colocava a uma distância segura, no imaginário de cada um, sem causar qualquer confusão quanto à identidade e à singularidade daqueles em relação a nós mesmos. Gostávamos de ver suas vitórias, baseadas nos superpoderes e, com exceção de algum possível garoto que tenha tentado voar pela janela do 10º andar pensando ser o super-homem, não se sabe de alguém que pensasse ter a velocidade do Flash ou que pudesse realmente se tornar verde e grande como o hulk. Fora das brincadeiras de criança do tipo: “eu sou o capitão américa” quando vestíamos as roupas típicas deles e fazíamos de conta que éramos super-heróis (e o código de honra da moçada fazia com que o “inimigo”, na brincadeira, acreditasse que tais poderes existissem). Bem, fora dessas brincadeiras, ninguém pensava ser realmente o Homem-Aranha (se alguém tentou escalar alguma parede, logo percebeu a impossibilidade).

Essa fantasia infantil era saudável. Povoava o imaginário, aguçava a criatividade, estimulava a busca de novas brincadeiras e interações sociais. Afinal, entre os super-heróis, haviam as sociedades (X-Men, Liga da Justiça, Os Incríveis, Os Marvel, Vingadores etc.) que lutavam unidas e os “inimigos”, que deviam ser derrotados. Assim, ao reproduzir a brincadeira, deveriam ser reproduzidas as interações sociais também. E a presença dos superpoderes não deixava ninguém na dúvida: aquele era um mundo. O meu mundo era diferente, real e não se misturava com aquele. Mesmo a característica comum a todo super-herói de precisar se “transformar” (Hulk), mudar de roupa (homem aranha, super homem, flash etc) ou o fato de não ser um humano facilitava essa distinção. O mundo da imaginação ficava lá. E eu aproveitava dele quando era saudável e no momento certo. E o meu mundo ficava aqui.

Hoje em dia as coisas mudaram. A distinção não é tão clara. E me pergunto se isso faz bem às crianças de hoje. Os heróis de hoje se resume a poderes que são habilidades em artes marciais, dando a impressão de que qualquer treinamento intenso numa academia poderia gerar os resultados que se vêem na televisão. Talvez muitos busquem isso, sem a tão clara e fácil distinção de antigamente.

Os heróis de hoje se resumem a saber lutar mais e melhor, a receberem cargas extra de força em seus próprios corpos, como que um anabolizante ou super-vitamina pudesse resolver o caso e não têm um ponto fraco em especial, mas são como os seres humanos, só que mais treinados, mais fortes.

Na época do super-homem, ninguém buscaria ter a força dele, pois sabia que era oriunda de outro planeta, reforçada pelo sol, diferente da nossa realidade, impossível de se obter. Hoje, talvez alguém busque ter a força de algum desses super-heróis, que fazem treinamentos, pois pode parecer possível tomar anabolizante e passar horas numa academia de musculação e artes marciais e, depois, sair de lá “lutando contra o crime”. A fantasia se mistura com a realidade. Isso porque a linha que antes as separavam agora é tênue demais. Antes era bem distinta. Agora é muito discreta.

Talvez o ser humano precise de super-heróis, de elementos fantásticos que aguce a imaginação e a fantasia. Mas talvez eles precisem estar bem afastados da nossa realidade. Assim ninguém vai ficar tentando bater no outro pensando que tem uma superforça.

A análise do sociólogo se une à maneira como o psiquiatra Francisco Assumpção avalia os jovens de hoje. 'Em linhas gerais, trata-se de uma juventude sem utopias, sem ídolos, sem heróis ou ideais. E essas referências são importantíssimas na formação de paradigmas, acordos morais e valores pessoais, assim como no desenvolvimento da identificação social', diz. Como consequência de todas essas ausências, a vida perde em significações, os jovens tendem a centrar seus objetivos na satisfação pessoal, restringindo suas ambições e sendo presa fácil do tédio ou da frustração. 'O aumento da violência juvenil e do uso de drogas pode ser entendido como maneiras de preencher esse vazio', diz Francisco.” (Superinteressante. Jan/2003. Edição 184. Pág. 61. “Como ela pôde?”)

Assim, ter um momento de fantasia é importante para a saúde mental. Manter essa fantasia distanciada e claramente distinta da realidade é mais importante ainda.




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segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Afinal, Dinheiro traz felicidade ou não? (parte 4 - final)


Não saber usar o dinheiro pode até trazer tristezas.


(... leia o artigo anterior)

Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” (1 Timóteo 6: 10) Essa é a realidade de quem nunca se farta, que busca, busca e nunca celebra. Daqueles para quem nunca é o bastante. E não é uma questão de quantidade absoluta, mas sim relativa. Uma pessoa pode ter apenas uma pequena casa e não estar contente com isso, querendo algo mais, sem necessidade, desprezando o pouco que tem. Irá se automutilar com muitas dores emocionais. Assim também alguém pode ter mansões, carros, helicóptero, iate e também não considerar o bastante, não tem fim sua cobiça. Viverá infeliz. “Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isto é vaidade.” (Eclesiastes 5: 10)
Porque, se eu amo a abundância ou o dinheiro como um fim em si, isto não traz nenhuma satisfação, nenhuma sensação de plenitude, de objetivo alcançado.
Mas ainda tem algo que precisa ficar claro. Viver sem dinheiro algum também não trará nenhuma felicidade. Não ter condições de dar de comer ao próprio filho não deixa ninguém feliz ou contente. Também viver sob constante ameaça de ser despejado de casa por não ter, nunca, como pagar o aluguel, não deixa ninguém feliz! E não ter condições de poder ir ao trabalho, por falta de dinheiro para o transporte, não deixa nenhum trabalhador, que precisa sustentar sua casa, em situação de celebração.
Então, a questão da quantidade é o seguinte: Cada um de nós precisa ter, no mínimo, o dinheiro necessário para uma vida digna, junto com sua família. Enquanto não atingir esse ponto, ainda há falta de dinheiro, este nível, no mínimo, precisa ser alcançado. Existe um patamar mínimo que, se não for alcançado, também será motivo de tristeza constante. Mas isso é bem relativo.
Se um casal sem filhos mora numa casa com 1 dormitório, mais barata, para quê precisa gastar mais, procurando uma casa com 3 dormitórios, se ainda não tem filhos, nem outras necessidades que exijam mais espaço? Para quê gastar mais dinheiro, pagando por algo que não precisa e ficar preocupado todo mês em se vai ter condições de pagar? Deixa pra procurar uma casa maior, ou construir um quarto a mais quando for necessário e tiver os recursos para isso. Agora, se a família tem 3 filhos, apenas 1 dormitório não será o necessário para uma vida digna para esta família. As necessidades são maiores. Este é apenas um exemplo.
De acordo com a realidade de cada um, de cada família, a necessidade muda e a quantidade de dinheiro também. Mas muitos não percebem isso. Muitos comparam valores absolutos e, vivendo uma situação mais simples, acabam por julgar aquele que necessita de mais, pela situação em que vive.
Assim, um casal com filhos não tem a mesma necessidade de um jovem solteiro que more sozinho, ou de uma mulher que ficou viúva com 3 filhos pra criar.
Da mesma forma, um casal aposentado, com os filhos vivendo suas vidas e tendo casa própria pra morar, recebendo sua aposentadoria todo mês, não tem a mesma situação de um casal com filhos pequenos, totalmente dependente deles, que pagam aluguel.
Então, um jovem solteiro que mora com os pais e consegue seu primeiro emprego para ganhar R$ 1000,00 pode ficar superfeliz em ter “tanto” dinheiro para suas “necessidades”, uma vez que abrigo e alimentação são supridos pelos mais. Se ele não souber usar, esse salário de 1000,00 pode ser, inclusive, motivo de desgraça e perdição para este jovem. O mesmo salário, para um pai de família, que paga aluguel e tem mais 2 pessoas para sustentar em tão pouco que chega a ser desesperador!
Por outro lado, se um pai de família pode ter uma vida digna recebendo, digamos 5 ou 7 mil por mês, sem ostentação, o mesmo salário para um jovem solteiro, cujos pais precisem de ajuda para o sustento, impõe a este jovem uma obrigação moral, social, religiosa e de consciência a que lhe obrigue usar parte deste dinheiro para retribuir a quem lhe deu a vida com um pouco de dignidade e conforto. Se o não fizer, esse dinheiro lhe trará, com certeza, muitas tristezas.
Os exemplos são muitos. Ter sabedoria para usar o dinheiro não é fácil, mas para que o dinheiro seja um meio de encontrar felicidade, é preciso obtê-lo com trabalho, honestidade e integridade e usá-lo com sabedoria. Não acredito que exista outro caminho. E não vejo outro lugar de encontrar orientação de como fazer isso, que não seja a Bíblia.







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segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Afinal, Dinheiro traz felicidade ou não? (parte 3)


Sabendo usar, você pode encontrar a felicidade,
tendo o dinheiro a seu serviço


(... leia o artigo anterior)

Então, afinal de contas, o dinheiro traz ou não traz felicidade?
Não. Categoricamente, não! O dinheiro em si não traz nenhuma felicidade. Ele, por si só, não pode fazer nada. Pra ninguém. Mas, e este “mas” é gigantesco, o dinheiro é necessário e, quando (esse “quando” também é bem grande) usado com sabedoria, pode fornecer os meios para que as pessoas encontrem a verdadeira felicidade. Se o dinheiro for tratado como deve ser, um escravo a nosso serviço, e que seja usado com sabedoria, pode fazer muita coisa. Eu diria que deveríamos usar o dinheiro com a orientação de Deus para que possamos encontrar a felicidade, não no dinheiro, mas no uso correto que se faz dele. Mal usado, ele pode ser inclusive fonte de grandes desgraças. Que o diga o pai que deu, indiscriminadamente, dinheiro à vontade para seu filho adolescente, e só percebeu que o filho o gastava com drogas quando morreu de overdose. Sem sabedoria, o dinheiro é uma boa fonte de desgraças.
Mas a questão ainda é a quantidade. Não a quantidade absoluta, mas a relativa, do dinheiro que temos em nosso poder.
A Bíblia fala bastante sobre o dinheiro, em como utilizá-lo de forma sábia. Por exemplo “Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.” (1 Timóteo 6: 8) Esta pérola de sabedoria bíblica, une o dinheiro à felicidade e o segredo para assim obtermos essa felicidade. Se tivermos sustento e com que nos cobrirmos, devemos considerar isso motivo de estar contentes. Essa pequena frase inclui em si uma avalanche de sabedoria.
Primeiro, para os apressados que pensam que entendem esse versículo bíblico numa leitura rápida, quero fazer algumas considerações: 1. Quando diz “tendo, porém, sustento”, a Bíblia está considerando o tempo e local histórico de cada leitor. Se, no tempo bíblico, sustento poderia ser ter dinheiro para comprar comida, hoje em dia pode incluir a compra de um aparelho telefônico, tão necessário nos dias de hoje. Mas, usando este exemplo, eu poderia dizer desta forma: “esteja contente em poder ter um aparelho telefônico, necessário hoje em dia, mas não precisa ficar trocando de aparelho todo ano, por um modelo mais novo, apenas por vaidade ou por gosto, contente-se em ter, use o dinheiro da troca anual para outras coisas, inclusive para ajudar quem precisa, se você não tiver outras necessidades” Ou seja, devemos nos contentar com o básico e, embora o básico de hoje seja diferente do básico de 1000 ou 2 mil anos atrás, um pouco de bom senso pode nos ajudar a entender que a felicidade pode vir, se não ficarmos olhando para a vaidade.
Tendo, porém, sustento”, pode incluir sim, a necessidade de um automóvel para quem dele depende para o trabalho ou algumas necessidades da família, num mundo como o de hoje. Mas, com certeza, não inclui a necessidade de automóveis que custam mais que uma casa, muito menos a necessidade de novos ou automóveis extras, para deixar guardado ou mostrar para os amigos.
Bem, esta frase, por si só, poderia dar espaço para um livro inteiro de exemplos e discussões. Mas não vou dar continuidade a isto, acho que deu pra entender o essencial: de que devemos ficar contentes em ter o necessário para nossa vida, ainda que o necessário de uns possa ser diferente do necessário para outros.
2. Quando acrescenta “com que nos cobrirmos”, o sábio escritor bíblico está incluindo a necessidade de abrigo, proteção e acolhimento às nossas vidas. Esse “cobrir” inclui a roupa, uma cama e a casa, que cumpram com a tarefa de nos proteger do frio e calor, mas inclui também nos cobrir da presença dos nossos familiares, para não ser necessário que famílias vivam separadas, por exemplo, como mandar filhos embora por não ter como sustentá-los. Essa cobertura, da qual fala o escritor, inclui a ideia de uma cobertura emocional, espiritual, onde uma família tenha condição de viver unida, onde não haja necessidade de abrir mão de um filho, por falta de subsídio básico para a vida, onde um casal não se separe pela falta do básico para que vivam unidos. De novo, usar de sabedoria é essencial, porque ostentar vaidades não é necessário para se ter abrigo, mas talvez a oportunidade de ter momentos juntos, onde possam compartilhar de risadas, sim. E, se tiver dinheiro suficiente para isso, é motivo de alegria.
3. E a última parte desta sabedoria bíblica é o principal de tudo, quando diz “estejamos com isso contentes”. Aqui, ele está dizendo que o segredo da felicidade, do estar contente, é nossa atitude, nossa reação perante o que temos. Se tivermos um modo de vida onde queremos sempre mais, onde nunca é o bastante aquilo que temos, onde ao se conseguir algo, desprezamos para logo em seguida buscar algo maior, algo mais, então nunca estaremos contentes. Quem vive assim, jamais irá celebrar ou festejar uma pequena conquista, um pequeno passo dado. Quem vive assim, sempre irá olhar para um objetivo inalcançável, desprezando cada passo dado, sempre querendo mais, correndo para alcançar a cenoura amarrada a uma vara presa à sua cabeça. Nunca chega, nunca sente a plenitude de conquistar um objetivo, ainda que pequeno, está sempre insatisfeito, sempre buscando algo que nunca alcança.
Viver assim é triste demais.




(continua no próximo artigo ... )




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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Vou vender meu voto!

Mas não me venha com dentadura ou R$ 100,00 em dinheiro. Conheço uma família inteira que, há algumas eleições atrás, se venderam por R$ 50,00 cada. Eu vendo meu voto, mas não me ofereça um cargo pra mim ou algum conhecido meu. Meu voto custa caro. Fruto de luta pela democracia, pelo direito de expressar a MINHA opinião. Quem quiser comprar meu voto, se prepare pra pôr a mão na consciência!

Quem quiser meu voto, mostre o “faz-me rir”. Em tempos de tanta tristeza e sofrimento, quem quiser meu voto, mostre como vai fazer o povo sorrir. Vendo meu voto em troca de limpeza na política. Vendo ao preço de corruptos na cadeia. Se quiser meu voto, me mostre o que e como vai fazer para resolver os problemas da cidade. E mostre, indubitavelmente, de onde vai conseguir os recursos, o dinheiro e as condições para fazer o que vai fazer.

O preço do meu voto é caro porque vem de longa data no passado e projeta-se para o futuro. É o preço de uma democracia conquistada e daquilo que queremos plantar para o futuro. Pergunte a qualquer um o valor de uma empresa sólida, com décadas de existência e que ainda promete muito faturamento para o futuro. Diferente de uma empresa iniciante ou de uma que já está no fim da vida, aquela que está apenas no meio da caminhada, vigorosa e pujante, tem mais valor. Pois bem, assim é meu voto. Tem um preço caro.

Vou dá-lo a quem mostrar ter integridade moral, honestidade, ficha limpa, caráter. Mas também precisa ter competência e experiência. Nem precisa ser em política. Aliás, uma renovação vai bem. Mas alguém com experiência no que faz, ou da vida mesmo. E competência, mostrando saber fazer bem o que já faz.

Não precisa ser perfeito. Pode ser humano mesmo. Como todos os outros. Mas destes que erram e têm a integridade de reconhecer e pedir desculpas, corrigindo depois a rota.

Vou dar meu voto. Mas não é porque é dado, que é barato. O preço é grande. O valor é alto. Quem quiser, me mostre o “faz-nos sorrir”, mostre como fará a cidade ser bem administrada. Não se preocupe em mostrar os erros e mazelas dos adversários. Não precisa. É baixo. Mostre o que você tem de bom a oferecer. Como vai fazer para resolver os problemas de educação, segurança, saúde, transporte público. Principalmente dos mais vulneráveis, mais necessitados.

Estou dando meu voto a preço de ouro. Eu poderia dizer que estou vendendo, porque tem um valor. Mas não vendo por cesta básica, cargos, promessas e coisas afins.

Sugiro que todos façam o mesmo. Daí sim, vamos começar a ver mudanças.


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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Cuidar das Crianças, cuidar do futuro


Existe um dia do ano para se comemorar o dia dos Pais e outro dia para as Mães. Quem é pai ou mãe o é porque teve filho(s), e este filho passou, obrigatoriamente, pela fase de criança. Nem todos chegam à velhice. Alguns não chegam à vida adulta. Mas quase todos passam pela fase de criança. Então, existe também um dia para comemorar, lembrar das crianças. Elas geralmente ganham presentes neste dia. E isso é bom, melhor ainda se for um brinquedo, para lembrar que criança precisa brincar e estudar. E isso é muito importante, lembrar a todos que obrigação de criança se resume a brincar e estudar. E, claro, obedecer os pais, se não forem pais malucos ou sádicos!
Criança é a continuidade da vida, a garantia de que nossa existência perpetuará. Mas também é um ser vulnerável, frágil, em todos os aspectos: físico, psicológico, emocional, cognitivo, intelectual, estrutural, social etc. Então é um perigo, se não cuidarmos de nossas crianças, porque elas terão muita dificuldade de cuidarem de si mesmas e o nosso futuro estaria comprometido.
Não é à toa que muitos que desejam desestruturar ou mesmo destruir um grupo social, uma determinada sociedade, investem parte das estratégias de destruição para alcançar as crianças. Imagina se hoje não existisse mais nenhuma criança no mundo. Ninguém abaixo de 12 anos. E uma lei dissesse ser proibido ter crianças nas casas. Bem, isso significaria o fim da humanidade dentro de poucas décadas! A criança é a continuidade.
Cuidar bem das crianças é papel dos pais, em primeiro lugar, mas de toda a sociedade e do estado também. Ou quem admitiria que uma criança sendo agredida na rua, longe de seus pais, e ninguém por perto fizesse nada para impedir. Ou se numa família, os pais não têm condições de dar uma alimentação saudável para seus filhos, torna-se compromisso moral dos que estão perto e da sociedade como um todo, através do estado, garantir condições para o crescimento desta criança. Uma sociedade que não cuida mais de suas crianças não poderá ser considerada civilizada. É uma sociedade bárbara, sem lei, sem moral, sem condições de se perpetuar.
Criança precisa de alimento, de roupas, de educação, de cuidados, de carinho, de afeto, de orientação, mas também precisa de limites, de “nãos”, de correção para atitudes erradas, de um amor compromissado e corajoso, que olhe para a sua necessidade e não para seus desejos, até porque crianças não têm condições de decidir o que precisam, por isso devem ter adultos que decidam por elas, em muitas coisas.
Criança precisa ter um bom alicerce social, afetivo, cognitivo, físico que a permita crescer de tal forma que se torne um adulto que venha a contribuir com a sociedade, de forma produtiva e rica, em todos os sentidos, não apenas profissional.
É necessário cuidarmos de nossas crianças.





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segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Afinal, Dinheiro traz felicidade ou não? (parte 2)


A Felicidade é encontrada em usar o dinheiro com sabedoria
a ideia de “não ter dinheiro” depende da realidade de cada um!


(... leia o artigo anterior).


Porém, a vida não é bem assim, certo? E é o que muitos vão dizer. Ainda temos os mercados, nossas casas onde precisamos pagar pela conta da água que chega, confortavelmente, em nossas torneiras (e pela energia elétrica), pagar pela moradia em si, pelas roupas, comida, escola, livros etc etc etc e tantas outras coisas, as quais são pagas com dinheiro, esteja ele no seu bolso ou no banco!
E daí, considerando esse mundo atual, capitalista, consumista, ganancioso, obstinado. Será que, neste mundo, nesta realidade, o dinheiro traz felicidade?
Não há dúvidas que ele é necessário nesta sociedade e nesta realidade. Não vivemos na pré-história. Mas, mesmo assim, creio que quando as pessoas falam de dinheiro, estão na verdade referindo-se à quantidade dele, não à sua presença.
Ouço pessoas dizerem “não tenho dinheiro”, mesmo tendo um emprego com salário, todas as contas pagas, comida na despensa, carro na garagem, e uns 200,00 ou 300,00 reais na carteira. Que seja 50,00. O que elas querem, realmente, dizer, quando dizem não ter dinheiro? É uma questão relativa, de comparação com outras situações. Ela vê aquele empresário, com muitos carros, algumas casas, seus 100 mil no banco e, comparando-se com ele, diz não ter dinheiro. Ou percebe que não tem nada na carteira, no momento e diz não ter dinheiro, apesar de todas as necessidades supridas. Encontro pessoas que dizem isso, mesmo tendo um investimento no banco. Não é que ela não tem dinheiro. Na verdade, se compara com aquele outro e considera que o pouco que tem nem pode-se dizer que é dinheiro. Talvez seja apenas uns trocados.
Mas tem outras, desempregadas, vivendo da compaixão de amigos e parentes, com o aluguel atrasado, prestes a ser despejada que, ao receber uns, digamos 300,00 de alguém para comprar um pouco de comida, se vê feliz e se imagina “rica”. Afinal, para quem não tinha nem o que comer na próxima refeição, agora pode garantir 1 ou 2 semanas de alimentação para sua família. Talvez 1 mês inteiro, se for apenas 1 pessoa econômica.
Dependendo da situação pela qual passa, uma se vê rica com pouco, outra se vê pobre com muito. É beeeeemmmmm relativo. A Bíblia diz que há pessoas que vivem “como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, e possuindo tudo.(2 Coríntios 6: 10) E ainda há um provérbio, também bíblico, que diz “Há alguns que se fazem de ricos, e não têm coisa nenhuma, e outros que se fazem de pobres e têm muitas riquezas.” (Provérbios 13: 7).
Tudo depende de como nos vemos, de como cada um encara o que tem, em relação ao que gostaria de ter. Podemos encontrar homens em mansões, com carros e iates, que não consigam encontrar felicidade porque enxergam que a felicidade está presente naquelas coisas que tem e, como isso não é verdade, nunca a encontra. E ainda pode encontrar outros igualmente ricos, que não valoriza essas coisas, mas as enxerga como meios de vida, mas que encontram a felicidade em realmente usar seu dinheiro para o propósito correto. Afinal, se alguém tem mais do que precisa para seu próprio conforto, certamente isso deve ser usado para dar um pouco mais de conforto a quem não tem nenhum.
Não vejo outro propósito, senão o de dividir com quem não tem, para aqueles que têm dinheiro sobrando. Dividir de forma sábia, constante, sustentável, inteligente. Na minha opinião, é a única maneira do excesso de dinheiro trazer felicidade a estas pessoas: Compartilhando com quem realmente precisa!
Por outro lado, quando encontramos aquela pessoa em situação totalmente desfavorável, como no exemplo dado, sem condições de dar um mínimo de conforto para si e para os seus, posso dizer que, embora um breve momento de receber algum dinheiro possa trazer felicidade momentânea, a felicidade irá embora quando o último arroz da despensa for cozido e voltar a não tiver sequer o que comer. Esse tipo de situação também não traz muita felicidade. É uma angústia constante.
Então, afinal de contas, o dinheiro traz ou não traz felicidade?




(leia a continuação no próximo artigo ...)






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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Afinal, Dinheiro traz felicidade ou não?


Alguns dizem que sim, categoricamente.
Outros garantem que não.

Ainda há os que tentam conciliar dizendo que não traz, mas manda buscar. 

E há as brincadeiras, dizendo que não traz, mas compra isso ou aquilo e, afinal, como ser infeliz tendo isso ou aquilo.



Mas é uma questão realmente importante que, sem resposta, leva muitos a encararem como brincadeira. Mas é uma das questões centrais da vida. Afinal, a felicidade é uma busca de muitos. Deus mesmo deseja, sim, que seus filhos sejam felizes, embora o criador saiba colocar esta questão na hora e lugar certos: nos dará plena felicidade (sem morte, nem dor, nem doença etc.), quando alcançarmos (e para aqueles que alcançarem) a vida eterna.
O dinheiro também faz parte das nossas vidas, como meio de alcançar e suprir nossas necessidades e desejos.
Mas primeiro é necessário lembrar que o dinheiro, em si, é apenas um meio. Ele, por si só, não faz nada. Ele é o meio pelo qual alcançamos algumas das coisas que poderiam nos fazer mais felizes ou, pelo menos, suprir nossas necessidades a fim de podermos viver mais em paz, ou confortavelmente.
Para quem acha estranho eu dizer que o dinheiro, em si, não faz nada, vamos a um exercício de imaginação. Imagina, por exemplo, que você está no deserto, caminhando sem rumo há 5 dias, e faz 2 dias que sua água acabou. Ali não tem um mercado, loja de conveniência, nem uma casa de um morador para pedir ou comprar água. Mas, no seu bolso, você guarda a reserva para a viagem, digamos uns 20 mil reais em dinheiro vivo. Mas não tem água. Nem onde comprar. Nenhuma padaria. Nenhuma mercearia do zé! Nada! O que você faz com seu dinheiro? Manda furar um poço? Não, não tem ninguém nem equipamento para furar o poço por ali. Nada! Vai morrer com seu dinheiro no bolso. E provavelmente triste, porque não é nem um pouco alegre ou feliz morrer de sede, literalmente.
Numa situação parecidíssima, imagina que você está na sua cidade, no conforto da sua casa, com um bom dinheiro no bolso e outro tanto no banco. Mas houve problemas na cadeia de abastecimentos, e os mercados não têm mais comida. Prateleiras vazias, às moscas. E, ninguém prevenido nem avisado para a situação, não há reserva de comida em casa. Você anda, anda, e não encontra lugar para gastar seu precioso dinheiro, comprando comida. O que você faz? Come as cédulas que tem? Será que alimenta? Ou lamenta que o dinheiro, numa situação dessas, não serve para nada? Numa tristeza pela fome, se convence de que, enquanto a situação não melhora, seu dinheiro não ajuda. Mais feliz é o morador rural ou do casebre que, tendo uma casinha pequena e um pedaço de terra, se deu ao trabalho de cultivar alguns legumes ou frutas e está mais seguro de morrer de fome do que você, com dinheiro que não ajuda.
Bem, isso é só pra entender que o dinheiro, por si só, não faz nada. É apenas um meio. Não podemos comer ou beber dinheiro. Nem se divertir com ele, se os meios de diversão não estiverem disponíveis. Mas você pode dar muitas risadas, num bate papo gostoso com sua família, em sua casa, ou numa praça, em qualquer lugar, de graça, sem precisar do dinheiro, apenas conversando.
Por isso tudo, o dinheiro, por si só, não serve de nada.




(leia a continuação no próximo artigo... )





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