segunda-feira, 18 de maio de 2020

A Morte do PSDB


A pá de cal que o Dória colocou no PSDB

O que é velho um dia termina. Está mais perto da morte. Não é cruel. É natural. Faz parte do ciclo da vida. O PT já encontrou sua hora. Morreu nas últimas 3 eleições. Pode não parecer, mas morreu. Um partido que não conseguiu produzir, em quase 40 anos, outro líder além do Lula, está dependendo deste para um resto de sobrevida, que não terá. Não tem outros líderes que o possam suceder. Morreu.
O PSDB passa pelo mesmo processo. Conseguiu receber um transplante de última hora antes de decretar sua morte final, aguardava um transplante de intestino grosso, porque tava tão cheio de m... que entupiu. Recebeu um novo. Mas não sabia que era usado. Apesar do tempo de sobrevida, sua morte também está decretada.
O transplante do PSDB, a última esperança deste partido que reúne Aécio, FHC, Serra, Alckmin, que já teve a honra de hospedar Mário Covas, o transplante dele para lhe dar um pouco de últimos suspiros e uma sobrevida foi a chegada do Dória ao PSDB de São Paulo. Em tempos de rejeição a políticos, o canalha do Dória usou de todos os subterfúgios para se eleger. Uniu-se ao Bolsonaro na campanha para surfar na popularidade do presidente, negando depois de ganhar as eleições que concordava com ele. Puro oportunismo barato. Bem barato que, há tempos atrás, passava batido pelos brasileiros, eleitores. Hoje não passa mais! Apresentou-se como um gestor, dizendo-se não ser político por saber da altíssima rejeição que os políticos passam no atual momento brasileiro. Apenas estratégias para se eleger. Nenhuma sinceridade. Nenhuma autenticidade. O candidato com máscaras que exige que todos usem máscara para se proteger de um vírus. As máscaras que o Dória usa são bem perigosas. Mas não enganam mais.
Repararam que, depois da chegada do Dória, todos os outros líderes do PSDB saíram de cena? Ficaram na deles. Aécio sumiu. Também, depois de ter de se eleger como deputado, pois não conseguiria sequer uma vaga no Senado, teria de sumir mesmo. Serra, nem se fale. Pena que Tancredo Neves e Mário Covas não sejam a inspiração de seus parentes. Um quê de dignidade e competência, aqueles tinham. Esse sumiço, uma estratégia pra lá de manjada, porque precisam “dar uma nova cara” ao PSDB, escolhendo o “gestor” Dória, que até agora não conseguiu gerir nada, e mostrou-se o mais canalha de todos os políticos, usando da politicagem mais baixa existente, aquela que sacrifica o povo, os empregos, as vidas, em troca de ser visto (sabe aquela frase “falem mal, mas falem de mim”?), para ser lembrado nas eleições. Ele pensa que ainda estamos naquelas épocas que bastava ser lembrando, não importando se fosse bom ou ruim. Esse Brasil, esse tipo de brasileiro, graças a Deus, acabou! Dória será lembrado, mas ao lado de Hitler, Stálin, Hussain e outros estadistas que massacraram seu povo para aumentar o poder. Não sei se podemos esperar terminar seu mandato para tirá-lo de lá. Não sei se São Paulo ou o Brasil aguentam o Dória com a caneta na mão.
O PSDB quis apagar os outros, colocando o engomadinho do Dória na vitrina, pra ver se esqueciam dos escândalos do PSDB. Acho que não deu certo. Dória acabou de colocar uma pá de cal no túmulo do PSDB. Bruno Covas deu a mão a ele, achando que estaria protegido atrás do sobrenome. Não tem nada do avô. Acho que nem entende o que o Mário fez por São Paulo. De igual, só o sobrenome e alguns pares de DNA.
Graças a Deus, mais um partido que não tem mais utilidade nenhuma para o Brasil. Não são só candidatos que precisam ser renovados a cada 4 anos. Está na hora de renovar partidos. Mas não só mudando nomes, como o PFL e outros que, orientados por marqueteiros, queriam dar nova cara às suas marcas desgastadas. Tem horas que a renovação só vem com a morte mesmo do partido.
Está na hora de renovar. Não tem mais lugar para o PT, nem PSDB no Brasil. Nem PFL, sempre exemplo do que de pior existe na política brasileira, que mudar só o nome para DEM (democratas ou demônios?) não resolveu o problema de ter gente como Maia e Alcolumbre no seu time. Talvez se o Mário Covas estivesse por aí, se Suplicy não fosse tão covarde, se ainda tivéssemos Tancredo haveria espaço para PT ou PSDB. Mas não tem como. Está na hora. E quem sabe uma das vítimas do COVID seja o PSDB. Essa vítima poderemos comemorar, não lamentar.
Está na hora do PSDB partir. Fechar. Terminar. O Dória é a prova final disso.
Que venham novos partidos, novos líderes, porque não dá pra ficar sem. Mas, além da renovação que tivemos nas últimas eleições, que venham mais renovações, que se limpe esse Brasil. No fim das contas, poderemos agradecer ao Dória, dizer obrigado por acabar de enterrar de vez esse cadavérico PSDB.


leia também o artigo: Eu votei no Dória!




se gostou deste, compartilhe clicando abaixo
e clique em “seguir” ao lado para acompanhar novas publicações.
___________________________________________
um novo artigo por mês, neste blog

veja outros trabalhos meus, no meu site: 

http://lupasoft.com.br/LucasDurigon/

domingo, 10 de maio de 2020

Quem fala a verdade?


Antigamente, quando queríamos saber se uma fofoca ouvida nas redondezas ou um boato comercial era verdade, costumávamos recorrer ao noticiário, aos jornais, à imprensa de uma forma geral. Deveria ser ela a guardiã da verdade dos acontecimentos no mundo, sendo este (a verdade) um dos pilares de sua existência e a sua prática, o sustentáculo da sua credibilidade.
Se ouvíamos falar de algo aqui ou ali, esperávamos pelo noticiário da TV, à noite, ou pelo jornal impresso na manhã seguinte que teríamos certeza se aquilo era ou não verdade. E, como guardiã desta verdade, deveria ser a imprensa não apenas um dos pilares da democracia, mas também uma fonte confiável para que as pessoas soubessem dos acontecimentos e pudesse, assim, tirar suas conclusões e tomar suas decisões.
Imparcialidade e idoneidade são ferramentas essenciais para que essa verdade seja transmitida. Qualquer interesse particular numa notícia ou fato já o contamina com tendências e formas de falar/mostrar/escrever que colocam a credibilidade da transmissão da notícia em xeque.
Infelizmente, não temos mais como confiar na maior parte da imprensa. Hoje em dia, as coisas mudaram. E, claro, também não podemos confiar nos fofoqueiros de plantão das redes sociais. A grande maioria, se move por interesse. E, aos poucos que restaram, que não fazem isso, pairam também dúvidas sobre as notícias, visto fazerem parte do mesmo grupo. Assim como os políticos, mesmo quando há alguns que sejam honestos, difícil perceber, uma vez que a maioria massacrante deles se dá à corrupção. Da mesma forma, mesmo as fontes idôneas pagam um preço pela mentira da maioria. Injusto, mas inevitável.
E por que isso chegou a ficar assim? Pelo mesmo motivo já citado anteriormente neste blog, com relação às “verdades” ditas pelos cientistas, que não mais podem ser consideradas absolutas, visto serem movidas, não poucas vezes, por interesses econômicos. A sabedoria bíblica já dizia que “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”. Aqui também, na propagação da verdade (da notícia), muito interesse financeiro, político, econômico, de poder envolvidos distorcem a visão de quem emite e de quem recebe a notícia. A verdade se perde nisso tudo.
A notícia é escolhida e selecionada para ir ao ar conforme o interesse de grupos. Assim, noticia-se por meses e anos a fio a morte de uma mulher negra e esconde-se ou ignora-se a morte de policiais que perderam suas vidas na execução de seu serviço.
Pelo mesmo motivo, seleciona-se os fatos que serão mostrados, até mesmo a entonação de voz dos âncoras e repórteres, além do tempo dedicado à transmissão da notícia muda conforme o interesse da empresa que transmite a notícia. Se uma empresa de alimentos foi multada por contaminação em seus produtos for um grande anunciante de determinado veículo de comunicação (gerando-lhe renda), a notícia poderá ser ignorada ou passar apenas como um pequeno detalhe, ainda que a contaminação tenha matado ou causado problemas de saúde em várias pessoas, conforme o interesse de quem dá a notícia.
E assim vai, os exemplos são diversos. Encontrar alguém que seja realmente idôneo, imparcial e que transmita o fato de forma concreta, completa, sem tendências ou seleções de informações é realmente difícil.
Podemos nos beneficiar um pouco da pluralidade atual, onde vários veículos transmitem a mesma notícia e podemos ver várias versões, facilitando nosso entendimento para descobrir a verdade em meio aos interesses que são transmitidos juntos.
Mas uma coisa é certa: não podemos mais simplesmente acreditar, inocentemente, em tudo que se diz, mesmo que seja no noticiário. Mais do que nunca, análise crítica e uma boa dose de conhecimento em todas as áreas é necessário para se chegar a saber da verdade. E, mais do que nunca, a verdade absoluta, que só pode vir de Deus (nenhum humano seria capaz de produzir ou transmitir verdade absoluta), torna-se uma segurança, mais do que uma ameaça à liberdade, como muitos pensam. É apenas a verdade absoluta que nos possibilita viver em meio ao mar de relativismo que o mundo se tornou.


se gostou deste, compartilhe clicando abaixo
e clique em “seguir” ao lado para acompanhar novas publicações.
___________________________________________
um novo artigo por mês, neste blog

veja outros trabalhos meus, no meu site: 

http://lupasoft.com.br/LucasDurigon/

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Em quem podemos confiar?


Então quer dizer que 
não se pode confiar nos pastores, nos religiosos, 
mas se pode confiar cegamente na ciência??





Houve tempos que a palavra de um religioso era lei. Em muitos lugares, antes do estabelecimento de nações estado, com os poderes independentes, muito do que se fazia ou desfazia era ordenado por um clérigo. Aceitava-se sua palavra porque, já que ele representava Deus, então sua palavra devia ser a palavra do próprio Deus. E, era assim mesmo que devia ser. Um líder religioso devia e deve (até hoje) ter a noção que sua responsabilidade é grande, assim como deve ser grande sua ética, humildade e toda característica que torna um líder, verdadeiro líder.
E um verdadeiro homem de Deus é assim mesmo.
O problema é que muitos, ao longo da história, perceberam que esta posição de representante de Deus trazia muito prestígio e confiabilidade e passaram então, sem serem dignos de tal posto, a usurpar esta posição com o interesse de usufruir da reputação que este cargo oferecia. Neste caso, muitos se infiltraram, não sendo verdadeiros homens de Deus, mas passaram a assumir este posto e então levaram as pessoas à confusão, porque pensavam poder confiar neles, o que passou, com o tempo, a não ser verdade.
Mas isso não começou agora, como muitos podem estar pensando. Não é algo do nosso tempo, do nosso século. Nos templos bíblicos, certo homem viu que os discípulos de Jesus oravam e as pessoas recebiam o Espírito Santo e falavam em línguas, e este homem ofereceu aos discípulos dinheiro para obter este mesmo poder, esta mesma capacidade, que trazia muito prestígio e posição, características das quais os verdadeiros discípulos fugiam. Mas o homem que tentou obter isso com dinheiro foi repreendido e não conseguiu nada. Porque, de um verdadeiro seguidor de Cristo, não se usurpa este tipo de posição por dinheiro.
Depois disso, durante a idade média, quando toda Europa era comandada pela igreja católica, e quando os bispos e arcebispos eram os verdadeiros líderes políticos das cidades onde viviam, muitos almejavam e tentavam de todas as formas obter este cargo de bispo (mesmo sem ser um verdadeiro cristão), para poder usufruir do poder que neste cargo está embutido. O comércio deste cargo e a venda de título de bispo era comum neste época. Com o título, vinha o poder que eles queriam exercer a qualquer custo.
Mas a palavra de um líder religioso ainda valia muito.
Se dissessem que a terra era o centro do universo, por mais que observações astronômicas provassem o contrário, muitos continuariam acreditando que era assim, só porque os líderes religiosos diziam.
Faltou humildade para reconhecer erros. Faltou colocarem-se no próprio lugar, evitando falar de coisas que não entendiam. Faltou ética. Faltou muiiiita ética.
E então, veio o renascimento, o iluminismo, a idade das trevas ficou para trás. A ciência passou a ser a nova referência da verdade. Como reação a algo que tornou-se odioso, por se descobrir mentiroso, a ciência veio para tomar o lugar da religião, que mentia em troca de benefícios terrenos. Agora, o que um líder religioso falava, era duvidoso. Afinal, erraram em pontos cruciais. Afinal, descobriu-se que muitos fizeram afirmações apenas com propósitos pessoais. Afinal, descobriu-se que o interesse era mais pessoal do que na alma dos fieis ou na vida eterna. E, por terem sido desmascarados, perderam a credibilidade.
Não de uma vez. Não de uma hora para outra. Durou séculos.
Hoje em dia, para que algo seja verdade, não se ouve mais o que fala um líder religioso. Parece ser necessário atualmente dizer que a “ciência” comprovou que aquilo é verdadeiro. Até líderes religiosos hoje em dia se respaldam na dita “ciência” para definir o que é ou não é verdade.
E a ciência é, agora, o novo paladino da verdade.
E, no que tange a definir o que é verdadeiro, quando este é o objetivo, muitos buscam a palavra final da ciência. E os cientistas, não mais os líderes religiosos, são agora os que dizem “é” ou “não é”. E todos buscam agora o que eles têm a dizer a fim de saber se é verdade ou não.
Se a ciência diz que é, então é!!! Se diz que não é, então não é.
O problema é que a ciência também é feita por homens. Assim como a liderança religiosa. A ciência também é cercada pelas corrupções do gênero humano. O erro daquela não está ausente nesta. O pecado cerca e define o caráter de religiosos e cientistas. O pecado molda a ética de ambos. A cobiça (um pecado), o amor ao dinheiro (outro pecado, a raiz de todos os males), a sede de poder e tudo o mais cercam os cientistas humanos (até agora não conheci um cientista divino) tanto quanto os religiosos que um dia foram os referenciais da verdade.
E os cientistas têm, como aqueles outrora, seus interesses particulares, que muitas vezes sobrepõem-se aos interesses coletivos e humanos, numa acepção mais ampla.
Um cientista, que venha a descobrir a cura para o câncer por exemplo, que tenha uma família para sustentar e ganhe razoavelmente pouco, pode se ver tentado a aceitar uma proposta milionária para não divulgar a cura que descobriu (que beneficiaria milhões mundo afora). Afinal, ele (o cientista) e sua família, tem tantas necessidades que poderiam ser satisfeitas com aquele aporte milionário. E quem oferece este dinheiro, perderia muito mais dinheiro, se as pessoas que estão doentes e gastam fortunas com remédios que não curam, apenas aliviam o sofrimento, e são consumidos durante a vida do doente, durante 10, 20 ou 30 anos, e não param de gastar até a morte e são, portanto, os consumidores dos sonhos de qualquer indústria farmacêutica capitalista, estes mesmos empresários que vendem estes remédios que não curam, só aliviam, não gostariam que alguém pudesse ter um remédio que em 1 mês, ou 1 ano, já ficasse curado e não precisasse mais comprar.
Então, aquele cientista, paladino da verdade, mesmo que encontre a cura para uma doença destas, pode ser tentado a esquecer o assunto, se o futuro da sua família estiver garantido pelas empresas que ganham com a ausência de cura. Então, em pleno século XXI, quando a ciência, a tecnologia e a capacidade humana já foram capazes de tantas maravilhas, e considerando que o câncer (sua cura) é uma das buscas mais constantes e antigas das ciências médicas, fica difícil de acreditar num cientista quando vai à televisão e diz que ainda não há cura para isso.
Parece que todos acreditam, porque eles são, hoje, como os religiosos de outrora, os paladinos da verdade. Mas como aqueles, estes também se corrompem pelos interesses próprios.
Fica difícil dar credibilidade a todo e qualquer cientista, de forma acrítica, quando ficamos sabendo que alguns deles recebem verbas do governo, meses a fio, para sustentar uma equipe a chegar numa conclusão que diz que uma caixa é mais facilmente empurrada numa descida do que numa subida!!! Fica difícil, quando vemos o revezamento entre as ciências nutricionais, ora dizendo que o ovo, a carne de porco, o leite ou a soja são anjos em forma de alimento e pouco depois demonizam os mesmos alimentos, dizendo serem proibidos para o consumo. Fica difícil lidar com toda essa disparidade, contradição e falta de certezas.
A ciência não é infalível. A ciência também é feita de homens, humanos, permeados de interesses próprios. A ciência também erra, falha. A ciência também tira conclusões tendenciosas, pré estabelecidas através de suas pressuposições direcionadas.
O cientista também tem interesse em defender esse ou aquele ponto de vista. É preciso muita ética, mas muiiiita ética para manter a isenção verdadeira. O cientista também mascara o resultado de pesquisas para mostrar um perfil mais condizente com seus interesses.
Na ciência, falta humildade para reconhecer erros. Falta colocarem-se no próprio lugar, evitando falar de coisas que não entendem. Falta ética. Falta muiiiita ética.
Devemos sim confiar, tanto nos bons religiosos quanto nos bons cientistas. Levado a sério, ambas as posições contribuem para um mundo melhor. Se ocupadas pela escória da sociedade, ambas as posições têm poder altamente destrutivo!
Mas, para confiar, é preciso não ser cego. É preciso abrir o olho. O conselho bíblico é “examinar tudo, reter o que é bom”, e também nunca aceitar uma verdade de forma acrítica. Podemos passar tudo pela peneira e ver se realmente é como dizem que é. Tanto o cientista quanto o líder religioso.
Acho que a ciência, no seu devido lugar, tem muito a contribuir. A religião também. Ambas precisam de ética, humildade, seriedade e percepção que aquilo que fazem tem consequências.



se gostou deste, compartilhe clicando abaixo
e clique em “seguir” ao lado para acompanhar novas publicações.
___________________________________________
um novo artigo por mês, neste blog

veja outros trabalhos meus, no meu site: 

http://lupasoft.com.br/LucasDurigon/

segunda-feira, 30 de março de 2020

Suicídio – não precisa chegar a isso


Tirar a própria vida.
Parece um ato extremo, incompreendido por quem não passa pelos extremos da luta da vida, mas que é muito comum e tem aumentado, inclusive entre grupos que antes não se via cometer tais atos.



Alguém vai ler a frase acima e dizer: “todos têm problemas na vida”. É verdade, todos têm, mas nem todos permanecem, constantemente, sendo atacados pelos problemas, sem trégua. Nem todos possuem distúrbios mentais, psicológicos ou sociais que tornem os problemas como se fossem becos sem saída. Nem todos têm a facilidade de alguns que não se importam com os problemas, deixando “a vida me levar”, tornando-se muitas vezes exemplos de irresponsabilidade e leviandade, mas não se deixando pressionar por nada. Nem todos têm a falta de escrúpulos de alguns que para se verem livres da própria pressão dos problemas, não se importam em fazer outros sofrerem etc etc etc.
Ou seja, aqueles que sofrem, sobre si mesmos, a carga de todos os problemas, que são pressionados constantemente sem trégua e que têm dificuldades em se livrar desta pressão não são muitos não.
Todos têm problemas, é verdade. Mas alguns, para resolverem os seus, prejudicam o próximo. Se livram do seu problema de imediato, e os causam na vida de outros. Geralmente, aqueles que não aguentam e decidem acabar com sua própria vida, são aqueles que suportam tudo sobre si, sem repassar. Não está certo repassar nossos problemas para os outros, causar problemas na vida dos outros. Mas também não temos, muitas vezes, a estrutura para aguentá-los todos, sozinhos, sem um escape. Foi neste sentido que Jesus disse que poderíamos entregar a Ele nosso fardo, nosso peso, nossa dor, angústia e luta, pois ele nos daria alívio, descanso (Mt 11: 28). Neste sentido, ele tiraria aquela pressão que causa a explosão. Isso pode ser feito diretamente, para quem sabe como se relacionar com Deus, um ser invisível ou pode ser feito através de amigos, psicólogos, pastores, gente realmente disposta a ouvir e que possa oferecer aquele escape, aquele alívio, aquele conselho realmente relevante que alivie a pressão e traga o descanso necessário que dissipa a necessidade de medidas extremas.
Mas onde Deus ou Jesus entra, nesta história, quando procuramos um amigo, psicólogo, pastor etc.? Deus é quem dispõe estas pessoas para ouvir (se realmente estão dispostas). Ele quem dá sabedoria ou a palavra certa na hora certa, que traga novamente a vontade de viver para quem está no limite. Ou você acha que outros seres humanos têm a capacidade e o poder de restaurar vidas e tornar a trazer a vontade de viver a quem chegou no extremo? Este é um trabalho que somente Deus pode fazer, mesmo que seja indiretamente, através de alguém que esteja ali, estendendo as mãos e os ouvidos, com atenção.
Têm aqueles que já no auge dos seus 30 ou 40 anos, ainda vivem como se tivessem 12 ou 15. Não assumem nenhuma responsabilidade, nenhuma preocupação. Esse é um extremo com outros desdobramentos e outras preocupações. Este extremo também é prejudicial e talvez leve a alguém querer acabar com a própria vida, não pela pressão que sofre, mas pela falta de sentido no viver, pela falta de se achar importante ou útil. Mas há aqueles que já com 12 ou 15 precisam viver como se tivessem 30 ou 40, precisando sustentar uma casa, com irmãos mais novos e pais que estão no primeiro grupo e se abstiveram de suas responsabilidades, jogando nas costas de uma criança. Ou aquele adolescente que sente que precisa resolver os problemas de todos, ou que não se sente amado, porque nunca recebeu uma palavra de amor, de afirmação, de elogio de seus pais e dos que estão próximos, ou aquele adolescente que foi alvo de chacotas durante anos na infância pelos colegas e já “não aguenta mais”. Enfim, cada um precisa viver de acordo com sua capacidade de processar as dificuldades da vida.
Viver no extremo indefinidamente, sem conseguir avistar uma luz no fim do túnel, ser pressionado sem trégua, viver sem sentido ou sem amor. Sempre no limite. Tudo isso e outros tantos motivos levam pessoas a pensarem que dar um fim à própria vida é uma saída melhor que continuar do jeito que está. E pode parecer a única saída aos olhos de quem passa pela situação. Mas, com certeza, há outras saídas. Continuar nesta vida e encontrar seu propósito de vida (porque todos temos um propósito em estar aqui, pode ter certeza, Deus garante isso), buscar verdadeiros amigos e companhia, sendo que o primeiro deles deve ser o próprio Deus, disponível sempre, amoroso ao extremo e que compreende, como nenhum outro, nossas necessidades, e se abrir para Deus e para verdadeiros amigos podem ser soluções. Saber dar um tempo das pressões e conseguir ajuda para “despressurizar” é também muito importante. E tantos outros meios. Mas, com certeza, SEMPRE há uma saída.
Para quem não passa por isso, é necessário primeiro compreender, não deixar que a pressão dos que estão próximos de nós fiquem no extremo, estender a mão e os ouvidos para ouvir são atitudes que podem salvar vidas.
Mas com certeza, há saída, há opções. Esteja você de que lado estiver: precisando de ajuda ou podendo oferecer. Só não podemos, nenhum de nós, nos omitir, nos calar.
No final, a solução está sempre em Deus e no seu grande amor. Tenha certeza.
Mas precisamos nos dispor a sermos Seus instrumentos. 



se gostou deste, compartilhe clicando abaixo
e clique em “seguir” ao lado para acompanhar novas publicações.
___________________________________________
um novo artigo por mês, neste blog

veja outros trabalhos meus, no meu site: 

http://lupasoft.com.br/LucasDurigon/

segunda-feira, 9 de março de 2020

Teimosia X Persistência (parte 2)


...leia a primeira parte deste artigo: Teimosia e persistência

E agora quero propor avaliar algumas diferenças entre o “teimoso” e o “persistente”. Não podemos, como já dissemos antes, avaliar pelo tempo que demora para algo dar resultado, até porque isso é muito subjetivo. Cada um tem sua percepção de tempo e de como as coisas devem andar. O que para um é teimosia, pelo tempo que já demora, para outro é persistência, porque ele sabe que esse tempo é necessário para amadurecer os processos. E o persistente não atropela os processos. Anda e age conforme o caminhar de cada etapa.
Uma das diferenças mais claras entre o teimoso e o persistente foi dita acima. O teimoso muitas vezes insiste em algo, mas de braços cruzados. Fica com uma empresa aberta, ou amarrado num relacionamento, ou ainda preso por um emprego que não o leva a lugar nenhum apenas para ver se algum dia, “alguma coisa” acontece para mudar tudo. Não faz nada, em nenhum sentido, para ver se aquela situação muda.
Esse “fazer algo” também é muito amplo. Realmente, às vezes o fazer algo é justamente esperar pelos resultados de uma atitude anterior que precisa de tempo para ser respondida. Saber o tempo certo de esperar e de agir é realmente necessário. Às vezes o “fazer algo” é buscar o discernimento e a sabedoria justamente para se saber o que fazer em um determinado momento. O fazer algo pode ser uma simples conversa com um superior no serviço, com o companheiro(a) no relacionamento. Mas é precisa saber que algo precisa ser feito, do jeito certo e na hora certa, com sabedoria, não de qualquer jeito, a torto e a direito, a esmo. O teimoso conta, muitas vezes com a sorte. Espera que algo aconteça sem ter ideia do que seja. O persistente tem clareza quanto ao tempo de esperar, o de agir, o de parar, o de falar, o de calar, o de descansar, o de fazer uma retirada ou recuo estratégicos.
Se você inicia um empreendimento na sua vida, qualquer que seja, e não tem a mínima noção de como caminhar naquilo, é muito provável que fique nele, mais por teimosia do que qualquer outra coisa.
Fazer algo, implica saber o que se está fazendo. Mesmo que o que esteja fazendo seja ficar quieto, esperando, dar um recuo. Mas se for consciente e se souber o que está fazendo e o porquê estar fazendo aquilo, mesmo que seja descansar, então está fazendo algo. Esperar é diferente de ficar parado, neste sentido. Quem espera, sabe quando deve iniciar o tempo da espera e quando ele termina (mesmo que erre um pouco, no tempo, mas sabe que existe um início e um fim para isto).
Outra situação que diferencia o teimoso do persistente é saber avaliar, com sinceridade, os resultados parciais do processo. Mesmo que ainda não se tenha chegado ao resultado final, sei que estou caminhando, tomando algumas atitudes e percebendo que, a cada passo dado, alguns resultados parciais já se apresentam. E, nestes resultados parciais, pelos quais eu batalhei para alcançar, eu cresci, amadureci, me preparei melhor para os próximos passos, e vou saber aproveitar esse aprendizado quando seguir os próximos passos.
Por exemplo, pode ser que um determinado curso que eu faça não tenha por objetivo final a obtenção do diploma, numa situação específica minha! Diploma esse que eu terei se chegar até o final e devo buscar isso. Mas pode ser que este curso seja parte de um outro processo maior, onde o objetivo mesmo é a obtenção do conhecimento que ele me fornece. Se eu obtive o conhecimento, mesmo sem o diploma, então alguns de fora poderão me julgar “teimoso” porque fiz um curso que não trouxe “nenhum resultado” (estão dizendo sobre o diploma), mas eu posso estar consciente que obtive o resultado de que precisava, adquirindo o conhecimento que necessitava, como ferramenta para um projeto maior, do qual esse conhecimento obtido é apenas uma parte.
Conseguir observar e avaliar os resultados parciais pode caracterizar a persistência. O persistente olha e diz: “mais um passo que eu alcancei, que eu venci. Vamos prosseguir em busca do resultado final, porque consegui mais um pouco”. O teimoso nunca vai perceber isso, nem buscar. Fica atirando pra todo lado, sem objetivos, sem um alvo específico. E, neste caso, não tem como avaliar resultados parciais.
Na bíblia, eu poderia dizer que isso seria o que se diz de ser “mais que vencedor”. Eu venço aquilo que era o objetivo final, mas venço também vários itens parciais durante a caminhada. Minha vitória final na Bíblia é referente ao pecado. Mas, enquanto vou lutando para vencer o pecado, também sou próspero, também cresço em maturidade etc etc.
Outra diferença é que o persistente sabe o que está fazendo e o porquê, tem clareza das etapas, sabe qual é o seu objetivo. O teimoso apenas deseja o resultado e fica dando tiro a esmo, esperando que algum acerte, conta com a sorte. O persistente continua no seu caminho, consciente das dificuldades, do tempo e da dedicação necessários para se obter o que deseja e vai ajustando as atitudes de acordo com o caminhar. Muitos itens planejados no início podem necessitar de mudanças, de acordo com o que ocorre durante a caminhada, mas quem é persistente faz o ajuste das tarefas de forma consciente e não se deixa abater pelos imprevistos. O persistente sabe que os imprevistos fazem parte do processo e tenta resolvê-los, ajustá-los ou mesmo aproveitá-los em seu benefício no processo. O teimoso ignora os imprevistos e pode sofrer com isso. Fica apenas esperando que “algo resolva o imprevisto que apareceu”.
Há muito o que diferencia o teimoso do persistente. Espero que você seja persistente, consciente do que está fazendo, com um objetivo final e clareza das etapas para se chegar ao seu objetivo. Disposto aos sacrifícios e dedicação necessários para se chegar onde deseja. E que não fique, como um teimoso, uma mula empacada, insistindo em algo que nem sabe como anda, nem sabe por que está ali.



se gostou deste, compartilhe clicando abaixo
e clique em “seguir” ao lado para acompanhar novas publicações.
___________________________________________
um novo artigo por mês, neste blog

veja outros trabalhos meus, no meu site: 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Teimosia X Persistência


Qual a diferença entre “teimosia” e “persistência”? Quando alguém insiste em algo que, aparentemente no momento não está dando certo e continua insistindo, essa pessoa é teimosa ou persistente? Quando alguém insiste numa ideia ou conceito, em defender algo, ela é teimosa ou persistente? Quando os outros dizem “deixa de ser teimoso”, é isso mesmo que querem dizer ou são pessoas que querem fazer desistir e desanimar aquele que tenta ser persistente.
Embora o termo “teimoso”, no dicionário também contenha a definição de “obstinado, pertinaz”, geralmente quando se usa este termo, é num aspecto jocoso, depreciativo, onde quem diz que o outro é teimoso, está querendo se referir a uma insistência a algo que já não deveria ser mantido, ou seja, deveria “deixar pra lá” e esquecer aquele objeto da sua obstinação e “partir para outra”. Ser teimoso, popularmente, é sinônimo de ser um “insistente idiota”, ou aquele que fica teimando com algo que não vale a pena teimar.
Já ser “persistente”, embora na sua definição também contenha o termo “pertinaz” como em teimoso, aqui ainda se inclui “ser constante, perseverança”. “Persistir” é “continuar, prosseguir, insistir”. E, popularmente, o persistente é tido com bons olhos.
Mas já repararam que, geralmente, a diferença entre o teimoso e o persistente só se dá depois de finalizado o fato a que se referiam? Por exemplo, se um empresário insiste numa ideia de um produto ou empresa que parece que não vai dar certo, se depois de um tempo ela falir todos dirão que foi teimoso. Se tiver sucesso, todos dirão que foi persistente, por mais que durante o processo muitos tenham se referido àquela pessoa como um “teimoso”. Depois do sucesso, elogiarão a “persistência” dele. O resultado final pode mudar a adjetivação de teimoso para persistente ou vice versa. Se tudo parecia promissor e se dizia ser persistente alguém que insistia em algo, mas no final deu errado, então todos mudarão o adjetivo para “teimoso”: Ele foi teimoso.
Julgar assim, depois de ocorrido, é fácil. Dar adjetivos, rotular, julgar é fácil.
Mas será que existe uma maneira correta de diferenciar o teimoso do persistente durante o processo, antes do final (que, em alguns casos, pode ser bem demorado), a fim de saber se vale ou não a pena insistir num objetivo e mais, se vale a pena aos que estão ao redor, apoiar aquela iniciativa ou não?
Julgar depois de finalizado é fácil. Mas e durante o processo, como diferenciar o teimoso que parece idiota em insistir em algo que não vai pra frente do persistente, que tem a ousadia e coragem para investir seu tempo e recursos em algo que acredita, mesmo contra o senso comum e contra os sinais que se apresentam.
Antes de dar minha opinião, quero considerar alguns pontos.
Primeiro, o tempo. Muitos têm a ideia errada cronológica sobre muitas coisas. A expectativa assumida quanto ao tempo para se obter resultado em algo pode ser bastante diferente em várias situações e para pessoas diferentes. E o conceito do tempo que se espera o resultado pode diferenciar entre o “teimoso” e o “persistente” para uns e outros. Por exemplo, se eu inicio uma nova empresa, dependendo do tipo de negócio que é, preciso ter consciência que somente após 1 ou 2 anos vou começar a colher, realmente, os frutos desta empreitada. E pode ser que sejam frutos poucos, como uma primeira leva de uma laranjeira que não enche nem uma caixa de laranjas.
Mas muitos podem julgar que esperar mais do que 4 ou 6 meses para colher frutos é muito tempo e, assim, considerar que, se depois deste tempo não há lucros ou retornos, então o negócio já deu errado. Essa expectativa incorreta pode fazer alguém pensar que se está há 8 meses num negócio e ainda não teve frutos, então ele é um teimoso, que deveria pular fora. Mal sabe que não poderia esperar resultados antes de 1 ou 2 anos.
É assim para muitas coisas. Um relacionamento, onde as coisas só começam a encaixar depois de um tempo. Para alguns, é 1 mês, para outros 3 ou 4 anos. Um investimento financeiro, colocando um dinheiro num banco, esperando dobrar a quantia em 6 meses, acho que estou um pouco fora da realidade. Preciso entender que para dobrar, será necessário esperar um pouco mais ou procurar outro tipo de investimento que possa (com uma pitada de sorte), alcançar esse resultado esperado. Mas não é o usual. Enfim, o tempo por si só não é uma boa medida para saber a diferença entre o teimoso e o persistente.

A questão do tempo nos leva a pensar também nas expectativas. Ou seja, será que, ao iniciarmos qualquer projeto de vida, pessoal, profissional, de relacionamento, financeiro etc., temos no início uma ideia clara do tempo que iremos precisar para obter os primeiros resultados? Ou será que somos totalmente “sem noção” quanto a isso? Pode até ser que o tempo seja bem coerente no início, mas precise de um prolongamento no meio do caminho. Temos essa noção também? Se precisa ou não e quanto tempo mais?
Além de ter noção do tempo necessário para colher os frutos em cada situação de vida, em cada coisa na qual nos “metemos”, será que estamos também tendo noção de qual realmente serão as tarefas necessárias para fazer com que nosso objetivo dê certo? Será que não estamos esperando “cair do céu” ou estamos de braços cruzados, achando que as coisas acontecem sozinhas ou simplesmente vão dar certo, como num passe de mágica? Embora eu acredite que sim, certas coisas precisam fluir para sinalizar que darão certo, isso não significa que eu espero parado enquanto espero as coisas acontecerem. Existe uma atitude necessária e um esforço para se alcançar objetivos.



leia a continuação deste artigo: "Teimosia x Persistência - parte 2"

se gostou deste, compartilhe clicando abaixo
e clique em “seguir” ao lado para acompanhar novas publicações.
___________________________________________
um novo artigo por mês, neste blog

veja outros trabalhos meus, no meu site: 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Um Conselho



Temos passado por muitas coisas em nosso país ultimamente. Uma enxurrada de denúncias, prisões de quem antes não víamos presos, protestos nas ruas e nas redes sociais, mudanças de comportamento em vários lugares. Um país que andava adormecido agora movimenta-se pra todo lado. O fim disso tudo ninguém sabe ao certo onde vai dar. Mas uma coisa sabemos: nada é mais como antes.
Sabemos que não devemos esperar que tudo se resolva como num passe de mágica. O processo é longo e acredito que devemos ter um olhar de esperança para o legado que isso tudo irá deixar. Filtrando os erros que ocorrem e ainda ocorrerão, pois fazem parte de qualquer processo, devemos manter em vista o que de bom poderemos obter.
Se olharmos apenas para os resultados imediatos de tudo isso, poderemos ficar frustrados. Acredito que tudo seja muito bom, pela mudança que está promovendo. Mas precisamos aprender com tudo isso e levar para o futuro, para as próximas gerações, um legado que nos ensine a nunca mais deixar a situação voltar ao que era antes.
Nunca mais queremos que grupos dominem de tal forma a agirem em favor próprio, em benefício próprio, praticamente sem limites. Nunca mais queremos ser uma população inerte, que apenas assiste à destruição e à escravização do próprio povo, sem nada fazer.
Devemos manifestar. Devemos ir para as ruas. Devemos nos indignar com a corrupção, o abuso e a injustiça. Mas devemos tomar atitudes. Atitudes mais perenes. Devemos agir. Devemos cuidar melhor do nosso voto. Devemos cuidar melhor do que é nosso.
Há muitas maneiras de se fazer isso. E desde que seja honesta, cada uma delas é benvinda.
Mas agora, para que possamos aproveitar esse momento de mudanças e realizar uma mudança que seja perene, quero dar um conselho:
Participe mais das decisões que são tomadas em sua cidade, em seu país.
Senão, alguém tomará as decisões no seu lugar.
Quero te convidar para um conselho. Não o conselho do tipo que damos a alguém que está com um problema. Falo de outro tipo de conselho.
Quero te convidar a conhecer, na sua cidade, os conselhos que existem, formados por cidadãos que desejam dar sua pequena mas indispensável contribuição para a construção de um país melhor.
Quero falar dos conselhos municipais que existem, na área da saúde, da educação, da segurança e outras, ou seja, das áreas que influenciam nosso dia a dia. Vocês sabiam que a Constituição de 1988 previu a participação popular na governabilidade do país, das cidades, através da criação dos Conselhos?
Falo dos conselhos que permitem a participação do povo para sugerir, propor projetos de governo, fiscalizar atos do poder executivo, trabalhar em conjunto com o poder legislativo e mais, tudo de forma organizada e pautada pela lei.
Conselhos por exemplo que tentam propor novas políticas para cuidar do problema das drogas e assim melhorar a nossa vida, a nossa cidade.
Em Limeira, por exemplo, são aproximadamente 30 conselhos formados, cada um, por vários representantes da sociedade civil e do poder público. Mas não são muitos os cidadãos que desejam participar dos mesmos. Alguns conselhos faltam participantes. Alguns cidadãos colaboram em mais de 1 conselho ao mesmo tempo (como foi o meu caso), muitas vezes por falta de algum outro cidadão, consciente e disposto (e disponível), para estar presente, auxiliando nos processos que vão melhorar a vida dos cidadãos de nossa cidade.
Quero dar um conselho para você, que deseja ver as coisas melhorarem, que deseja construir um futuro, neste país, melhor para nossos filhos, para você que tem disposição de lutar para que aquilo que pode melhorar, seja realmente melhor. Quero dar um conselho a você: seja mais participativo na sua cidade. Participe de um Conselho destes. Cada um tem seu método de eleição, sua forma de abrir a porta a um cidadão. Procure conhecer um Conselho. Se não puder ser eleito, participe das reuniões, informe-se. É o caminho mais rápido para todo cidadão participar das mudanças que ocorrem em seu país, sua cidade.
Quer um conselho? não vamos perder a oportunidade histórica que estamos tendo, de conseguir um país melhor. Vamos aproveitar que estamos passando por mudanças profundas e fazer parte das próximas mudanças que teremos. Participar ativamente das decisões é uma maneira de fazer isso. E ser parte de um conselho é uma maneira viável de conseguir isso.
Quem vem comigo?



se gostou deste, compartilhe clicando abaixo
e clique em “seguir” ao lado para acompanhar novas publicações.
___________________________________________
um novo artigo por mês, neste blog

veja outros trabalhos meus, no meu site: 
http://lupasoft.com.br/LucasDurigon/