sexta-feira, 9 de março de 2018

Cada macaco no seu galho


A expressão que emprestei para dar o título a este artigo é um ditado popular que chama a atenção para o fato de cada um dever cumprir com seu próprio papel na sociedade, que cada um deve fazer a sua parte, não invadindo a tarefa alheia para executá-la, nem deixando de cumprir com a sua.

Pois bem: este é um ano eleitoral, muita coisa vai acontecer e penso que teremos muita movimentação política no segundo semestre. Afinal, a polarização política está numa de suas fases mais intensas da história. Mas há uma dificuldade: se a dimensão da rivalidade é grande, não o pode ser a clareza de tal distinção. Em comparação com a época da ditadura, com apenas 2 partidos, o governo e a oposição, hoje temos dezenas, talvez centenas.

O problema é que não há “linha ideológica” definida para cada partido. Os interesses se misturam e as mudanças dos políticos de um partido para outro tornam difícil saber qual a linha de trabalho e a ideologia de um determinado partido. Hoje em dia, não há mais direita ou esquerda claras.

Nesse clima político e considerando que, no Brasil, o ato de votar é obrigatório, o eleitor fica numa posição muito cômoda: já que é obrigatório votar, espera-se o “otário eleitoral gratuito”, ops, quer dizer “horário eleitoral gratuito” e escolhe-se o candidato que fala mais bonito, que tem mais argumentos, que se veste melhor ou tem um sorriso mais cativante, que produz um vídeo mais envolvente. Às vezes um que é engraçado ou brinca com coisa séria, mas que faça rir!

Como não há definição para se saber a linha ideológica de um partido e os candidatos apelam para o visual e emocional das pessoas com promessas e planos mirabolantes, próprios de quem abusa da falta de conhecimento da massa eleitoreira para ganhar votos e como o eleitor não se preocupa em procurar conhecer seu candidato, a eleição, em vez de ser algo que deveria durar 4 anos, geralmente dura apenas 2 meses! Mas quem sabe desta vez esteja diferente. O clima político tem feito parte de nossas vidas em cada esquina que se vira desde a última eleição para presidente.

Explico: A eleição é definida sempre no horário da TV, enquanto deveria ser definida e trabalhada na mente do eleitor durante os 4 anos de mandato do candidato à reeleição e dos outros candidatos que, na sua maioria, geralmente, ocupam cargos públicos em outras áreas e precisam ser observados por um bom período para se analisar o caráter e os ideais da pessoa e do partido.

Temos mudado. O simples fato de se falar de política ultimamente já é uma prova desta mudança. Votaremos sem errar desta vez? Não sei. Mas já andamos um pouco. Evoluímos. Melhoramos. Creio que podemos esperar, pelo menos, que não se elejam os corruptos, os condenados, os hipócritas que só se importam com o povo a cada 4 anos, que não se elejam os que compram votos, porque se um eleitor se vende, se se rebaixa a este nível, já não pode exigir nada, não tem o direito de reivindicar melhorias. Também não podemos eleger os incompetentes. Os desonestos. Espero que os eleitores tenham amadurecido o suficiente para não se deixar levar pela propaganda na TV, editada e bonitinha. Isso não reflete a realidade do dia a dia do político.

Os ideais não se medem pelo discurso do candidato, pelo que ele diz na TV ou no palanque. Os ideais se observam pelas atitudes, pela vivência do dia a dia público do mesmo.

Como cada macaco tem que estar no seu galho, os representantes públicos precisam entender e cumprir sua tarefa de representar o povo que o elege. E o povo, para cumprir com sua obrigação precisa, no mínimo, cumprir com três etapas: 1) conhecer o(s) candidato(a) para o(s) qual(is) deseja dar seu voto; 2) conhecer o plano de governo deste candidato e, se possível, ter uma cópia escrita dele em casa; 3) cobrar do candidato, se for eleito, o cumprimento de seu plano de governo, para fazer exercitar a cidadania e realizar a democracia de verdade.

Neste ponto, quero chamar a atenção para o eleitor e dizer que, se os homens públicos não têm sido bons homens públicos no governo, a culpa é do povo, que se omite e deixa que a falta de caráter predomine. A culpa é daqueles que acham que pequenas atitudes corruptas não são problema. Parafraseando um grande líder da humanidade, “tanto dói a maldade dos perversos quanto o silêncios dos virtuosos” (Gandhi).

sábado, 3 de março de 2018

O que queremos?


Tem um eterno candidato em São Paulo que sempre repete: “rouba, mas faz”, em alusão ao ato de fazer muitas obras, no típico modelo de “governante biônico”, indicado pelos militares à época da ditadura, cujo objetivo era encher de obras os cantos do Brasil. Este “rouba, mas faz” tenta justificar com o número de obras (que, não há de negar, geram empregos diretos, e arroxo indireto) o “direito” de furtar como espécie de “pagamento pelos bons atos realizados em prol do povo”! E cheguei mesmo a ouvir de pessoas que dizem que se todos os políticos roubam, então que pelo menos seja um que faça algo!!! Puxa, que mente! Espero que poucos pensem assim.
Graças a Deus, ultimamente, nas eleições, candidatos desta estirpe foram avisados nas urnas pela população que estão com seus dias contados. Claro que sobraram alguns, de algum Estado Brasileiro desinformado, coronelizado. Mas ainda chegamos lá.
Já ouvi também uma frase que serve de antítese a esta, que diz: “não roubamos, nem deixamos roubar”, embora continue sem fazer muito, com muito discurso, sem muita ação.
Nos últimos tempos, muita coisa que não costumava acontecer no Brasil tem acontecido. Políticos e empresários poderosos têm sido confrontados pela justiça e até mesmo têm sido presos. Ainda falta devolver o que roubaram do Brasil, pois o pouco que devolveram não é suficiente. Mas a verdade é que isso não aconteceria tempos atrás. Ninguém tinha, há algum tempo coragem de enfrentar os figurões da política e da economia. Hoje já vemos os grandes empresários sendo interrogados, indo para a cadeia. Não é o todo, mas é um começo. E eu sei que não devemos desprezar os dias das pequenas mudanças. É um conselho bíblico, inclusive. As pequenas mudanças de hoje podem fazer grandes diferenças amanhã.
Bem, este é um momento crucial na história do Brasil. As próximas eleições terão o poder de fazer com que nossa voz seja ouvida, para que o atual governo perceba que não estamos de todo contente com a atual situação. E para fazer (que assim seja) afirmar o que já aprendemos e mostramos nas últimas eleições, onde alguns que usam de meios ilícitos nos seus mandatos possam perceber que estão, realmente, com os dias contados.
Que possamos decidir o que realmente queremos. Com maturidade e não pela conveniência. Depois de tudo o que passamos nos últimos anos, desde as manifestações de rua que começaram em 2013, mais um impedimento da presidente, a maior recessão da história do Brasil, operação Lava Jato e tudo o mais, as próximas eleições vão revelar o nível de maturidade do povo brasileiro.
Será que vamos continuar aceitando que corruptos governem o país apenas para que novas pontes sejam construídas, mas que o dinheiro público continue a ser roubado, que os impostos continuem a ser desviados? Será que vamos permitir que apenas discursos façam parte do que se pode chamar de “atuação governamental”, enquanto atitudes concretas em prol da população brasileira esperam um melhor momento para sair da mesa de reuniões e apresentar-se no dia-a-dia da população?
O que queremos? O que vamos dizer nas urnas (eletrônicas) em outubro? Que tipo de governo queremos? Um que rouba, mas faz? Um que não rouba, não deixa roubar e também não age? Ou há outra opção?
Talvez a opção não esteja na pessoa que representa o povo, mas na atitude do próprio povo, nas eleições.


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Um por todos


Nestas eleições, vamos fazer a coisa certa, ok? Gostaria que todos pudéssemos assumir um compromisso de levar realmente a sério a decisão do voto que irá influenciar a vida dos brasileiros pelos próximos 4 anos.
Seria muito bom que, desta vez, todos tivessem em conta que a decisão pessoal afeta toda uma comunidade, por um tempo consideravelmente longo. Seria muito bom que todos não encarassem o voto como simplesmente uma obrigação a fazer num domingo ensolarado enquanto o desejo seria estar numa piscina, no futebol ou outro lugar. Espero que deixem para pensar no clube e na diversão noutro domingo. Deveríamos todos tirar o domingo da eleição para refletir seriamente no que vamos fazer.
Seria muito bom que todos encarassem o voto como um dever cívico, um direito pelo qual alguns lutaram até à morte para obter, um privilégio de poucos, uma responsabilidade irreversível, um aprendizado para a vida.
Se cada um de nós pensar “ah! Meu voto não fará diferença”, então nunca nada irá mudar mesmo. Se todos pensassem assim na hora de jogar o lixo nas ruas, estaríamos andando pedindo licença para a sujeira. Ops, será que é isso que está acontecendo na política?!!! Mas se todos e cada um de nós tiver consciência do voto que está para dar e fizer isso de forma séria, então poderemos unir cada um destes votos e fazer um Brasil melhor. Mais do que isso, se todos os que votaram fizerem o seu papel de cidadão pelos próximos 4 anos e trabalharem para exigir dos nossos representantes eleitos que cumpram com a proposta apresentada durante as eleições, então estaremos levando mais a sério ainda esta questão. Isso será muito bom.
Já pensou se todos jogassem o lixo no lixo. Os garis não perderiam empregos não, pois ainda há folhas e outras sujeiras para dar manutenção. Aliás, seria melhor sobrar tempo a eles para cuidar mais dos nossos jardins e praças. Mas não veríamos papéis e outros objetos a emporcalhar a cidade, a correr para rios e matar peixes, poluir águas. Mas se cada um pensar: “só esse papel não faz diferença” ou ainda “todo mundo faz isso”, então nada será diferente.
Aliás, parece ser o pensamento comodista e alienante de todos, né? Parece que vivemos num mundo cheio de maria-vai-com-as-outras. E um pensa em fazer igual ao outro. Estamos em falta de pessoas autênticas, de pessoas que pensem por si, que ajam por si, que respondam por si. Precisamos pensar que a responsabilidade é individual, mas a consequência é comunitária. Todos saem perdendo ou ganhando com aquilo que fazemos, com nossas atitudes. A responsabilidade é grande e séria. Devemos pensar bem em quem vamos votar. Devemos cuidar deste voto pelos quatro anos seguinte, mesmo quem não votou no candidato vencedor.
E, ah... da próxima vez que tiver um papel de bala na mão, jogue o lixo no lixo!

domingo, 15 de outubro de 2017

A vida começa aos 40

Alguns dizem que a vida começa aos 40. Eu achei que não era bem assim. Hoje espero que seja. Recomeços são minha especialidade. E em cada um deles, trazendo para o novo começo as experiências dos anteriores. Meio como o Matrix, no episódio 3.
E olha que eu aprendi heim. Se tem uma coisa da qual não me arrependo é de ter buscado o aprendizado e o conhecimento todo esse tempo. Mas sempre soube (e corri o risco) que os melhores aprendizados são obtidos pelos erros. São inevitáveis. Mas muitos não tiram proveito deles. Eu fico feliz de não ter desperdiçado meus erros. Aliás, procurei aprender também com os erros dos outros. Isso é útil. Economiza muito tempo.
Agora espero estar pronto para começar.
Pra trás ficam muitas histórias (e vivências). Mantenho as experiências que me deram. A bíblia, sobre isso, diz: “retem o que é bom”. Tudo o que eu já vivi até hoje ajudou a definir quem eu sou. Em quem me tornarei daqui pra frente.
Mas que realmente é meio “mágico” essa coisa de parar para pensar no “resto da vida” quando se faz 40, isso é.
Tem uma estória que se conta, sobre a águia, dizendo que ela, quando chega aos 40 anos (nesta estória, ela vive até os 70!), está cansada, com excesso de penas pelo corpo, com unhas tão grandes e curvadas que não servem mais para caçar, com o bico gasto. De acordo com esta estória, aos 40 anos de idade, a água se retira para um rochedo bem alto, se isola por um período ali e “decide” se deseja renovar seu corpo para o restante de sua vida. Sem essa renovação, sem as garras para caçar ou o bico apropriado, ela seria presa fácil a qualquer momento. Mas então, ela “decide” se isolar. Daí, arranca as próprias penas (em excesso) com suas garras. Depois ela tira as próprias garras com o bico. Depois de toda essa automutilação, ela ainda escolhe um pedaço de rocha bem forte e começa a bater o bico, até quebrar. De acordo com a estória, depois de tudo isso, começam a nascer tudo de novo. As penas, as garras e o bico. Tudo novo. Renovado e fortalecido. Esse período foi árduo. Difícil. Longo. Mas agora vale a pena. Então ela sai de novo em busca de sua nova vida e tem mais 30 anos à frente.
Talvez essa estória não seja “zoologicamente” verdadeira. Mas vale a metáfora para quando fazemos 40 anos. Há alguns poucos (2 ou 3) anos atrás, comecei a tirar as penas, as garras e o bico. Estou no momento de aguardar que cresçam novamente. Estou renovando. É muito bom. Chego a ter pena de tantos quantos apenas seguem a vida, sem nunca pararem para fazerem uma reflexão geral.

Li dia desses um poema do Mário quintana intitulado
o tempo”.
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...

O tempo passa mesmo. Não espera ninguém. Não me esperou. Cheguei nos 40 e aqui estou. Essa impressão da correria do tempo está, parece-me, cada vez mais nítida. E, nesse tempo todo, não fiz tudo o que queria, não consegui tudo o que planejei. Mas quando planejamos um monte de coisas, no afã de viver intensamente, esquecemos que no meio do caminho surgirão obstáculos e muitos planos que esperávamos resolver 1 ou 2 anos, acabam tomando 10 ou 20… fácil, fácil.
Por isso, não fiz tudo o que queria, mas no meio desses obstáculos, aprendi muita coisa. Redirecionei planos. Desisti de alguns que se tornaram obsoletos. Ou intensifiquei e mergulhei em outros que pensava serem mais superficiais e corriqueiros. Não eram. O verdadeiro aprendizado estava, muitas vezes, nestes planos que no início eu julgava serem corriqueiros.
Mas uma coisa eu agradeço: Soube aproveitar cada experiência. Não desperdicei nenhuma. Nem as boas, nem as ruins, nem as péssimas. Nem as construtivas, nem as destrutivas, sobre as quais eu tive oportunidade de reconstruir novos planos. Não desperdicei nada.
Não tenho aquela sensação e aquela pergunta que muitos fazem “ah, o que eu fiz da minha vida até aqui?” que para muitos ficam sem resposta. Tanto que, no atual momento, o que mais estou aproveitando, é o tempo para um descanso e para esta reflexão.
Uma das coisas bem práticas que eu fiz, neste período em que estou completando 40 anos foi atualizar meu currículo. Eu trabalho por conta há mais de 20 anos. Não uso currículo desde então e, portanto, não o mantive atualizado. Mas foi bom atualizar ele agora e ver o quanto pude realizar neste tempo. Esta revisão de atividades profissionais me mostrou o quanto eu aproveitei e utilizei o tempo nestes 40 anos. Ou nestes últimos 20. Também estou revendo minha história, não apenas profissionalmente. Estou colocando no papel. Que bom poder rever e ver os erros e acertos, o crescimento, a evolução. Que bom poder olhar para trás e perceber que “não foi em vão”, como a Bíblia promete.
Tem um filme, com Jack Nicholson, “As Confissões de Schimidt” que eu assisti e o mesmo vale pelos últimos 5 minutos de filme. Imagino que teve muita gente que começou a assistir esse filme e desistiu com 20 ou 30 minutos. O filme é parado. Não tem nada, até o final. No fim, o protagonista faz uma reflexão sobre a sua própria trajetória de vida e conclui “quando eu morrer, e quando todos os que me conheceram morrerem, será como se eu nunca tivesse existido”. Ele chega à conclusão que não deixou nada, neste mundo, para a posteridade. Não construiu um legado. Não tem pelo que ser lembrado. E começa a procurar um sentido, algo pelo qual possa ser lembrado. A ideia de ser um inútil nessa vida, de não deixar nada perturba o personagem interpretado por Jack Nicholson.
Eu tenho muita coisa que queria ter feito e ainda não fiz. Mas também já fiz muita coisa. E acho que estou apenas começando. Até aqui foi treino. Mas, se deixasse a vida hoje, estaria realizado. Já deixei meu legado, já marquei presença neste mundo. De diversas formas. Não que esteja disposto a parar. Agora é que quero começar, com a experiência acumulada. Espero que a balança, daqui pra frente, penda mais para o lado dos acertos e eu possa comemorar mais, aproveitando o aprendizado obtido a alto custo até aqui.
A vida começa aos 40.
E o que aconteceu até aqui, o que foi então?
Treino. Preparo.
E aqui estou, pronto pra começar.
Ou quase.
Falta um pouco para terminar de crescer o bico, as penas, as garras de novo.
E daí, com a carga de experiência, com vida acumulada nestes anos todos, começar a vida.
Quem foi que disse que a vida começa aos 40? Não sei quem disse isso primeiro.
Mas parece que é verdade.



sábado, 19 de agosto de 2017

Quanto vale o voto ?

 A democracia iguala a todos. Em pelo menos um momento (a eleição), temos todos o mesmo poder. O voto de alguém pobre na periferia tem o mesmo valor do voto de um empresário, senador ou milionário. Todos têm direito a 1 voto, com o mesmo valor. Certo? Nem tanto.
Será que o voto de alguém esclarecido, politizado, que dá seu voto conscientemente por convicção e não em troca de favores vale o mesmo do que aquele que vende ou anula o voto? Na ação efetiva do voto, o resultado e a força são os mesmos?! Ou seja, ambos serão contados da mesma forma, mas um foi dado em troca de um favor e outro foi usado como exercício de cidadania, na construção da democracia.
Cheguei mesmo a ouvir certa vez de um teólogo que não é justo que o voto de um filósofo, por exemplo, tenha o mesmo peso do voto de alguém que é semi-analfabeto. E é justo?
Creio que não é justo, mas também não acho que o peso é igual. Exceto por omissão daquele que é mais esclarecido. Embora, na urna, o voto tenha o mesmo peso no momento da contagem, no processo de escolha antes das eleições, aquele que é politizado e mais informado tem uma influência muito maior do que alguém que não tem informações suficientes para escolha.
Por exemplo: um professor de faculdade exerce influência sobre seus alunos em vários aspectos, inclusive no político. Um líder religioso (pastor ou padre, por exemplo) tem influência sobre os fiéis, assim como um líder de bairro, um empresário, um artista ou qualquer pessoa que exerça influência sobre outros. Dessa forma, o voto deste vale mais: vale o dele e o de outros que por ele foram influenciados, mesmo que votem em candidatos diferentes!
E tem de ser assim!
A influência precisa ser exercida. Nem sempre na indicação de um candidato específico. É preciso que os “formadores de opinião” possam influenciar as pessoas na forma de votar, na maneira e nos critérios utilizados para a votação. Votar consciente, com objetivo e honestidade. E assim não mais veremos votos vendidos por R$ 50,00 ou por uma cesta básica. Muito menos vendidos por promessas. É preciso que se divulgue a idéia de que o voto é algo realmente importante, para ser usado com consciência, aprovando ou desaprovando um candidato. Por exemplo, se estamos cansados de corrupção, não podemos dar o voto a alguém que tem atitude corrupta, corroborando suas atitudes.
Vamos influenciar o voto uns dos outros. E deixar que cada um escolha seu candidato!


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Quem é culpado?

Quem é culpado pela morte do garoto João, do Rio de Janeiro? 
O Congresso Brasileiro é culpado. Deveria ser julgado por homicídio. Quando os ataques do PCC atingiram São Paulo, vieram à televisão: “vamos ser mais rígidos”, “vamos reformular as leis”, “vamos ser mais enérgicos”, “vamos blá blá blá blá blá”. 
Mas era ano de eleição. 
As eleições se foram. Muitos daqueles deputados também. Outros chegaram. Mas não precisam mais de votos. Pelos menos agora, não.
E agora, uma criança, começando a vida escolar, começando a descobrir o mundo, foi vítima do Congresso. Não foi vítima de 5 jovens-sem-coração. 
João foi vítima da incompetência e incapacidade do Congresso Nacional, e do executivo. Eles mataram uma criança quando deixaram de agir, fiscalizando e reformulando o sistema penal brasileiro, necessidade real e urgente, para discutir se o aumento deles seria de 92%. 
Eles (todos eles) são assassinos, que mataram o João, o Pedro, a Maria, o Antonio e tantos outros que a cada dia morrem, por causa da falta de atitude daqueles que seriam responsáveis por fazer alguma coisa. São pagos para fazer alguma coisa. Bem pagos. Mas são incompetentes. E culpados. Culpados pela passividade.
Porque preferiram cumprir seus “horários de trabalho” para discutir quem será seu novo presidente da Câmara. Preferiram discutir quanto mais poderão “esfolar” do brasileiro, tanto metaforicamente quanto literalmente. Porque quando o João morreu, morreu porque os nossos líderes fizeram nada. Pelo menos nada de útil.


Dia dos Pais

Hoje eu acordei pensando nos pais. Não somente em mim, mas no geral.
Que privilégio e que aventura indescritível é tornar-se pai. Não tem rally no sertão, expedição na selva ou viagem ao espaço que seja uma aventura que faça frente à aventura de ser pai.
Não pai de RG, falo dos #PaisDeVerdade.
Quantos abrem mão deste privilégio quando abandonam suas companheiras e seus filhos, acovardados e com medo da responsabilidade. Esses não são pais. Não merecem um parabéns hoje. Mas eu tenho dó destes, que desperdiçam a oportunidade de ver crescer alguém que ajudaram a gerar. Tenho pena da covardia deles. São uns coitados, que se verão no dia do juízo, respondendo pela sua covardia.
Ser pai, por mais difícil e desafiador que seja, contém privilégios que excedem em muito as dificuldades.

Parabéns hoje a todos os #PaisDeVerdade que assumem sua posição, que praticam a paternidade, realizando seu papel perante seus filhos. No meu caso duas meninas lindas.

Parabéns aos pais que ainda não conheceram seus filhos, mas os esperam ansiosamente. Espero que usem os 9 meses para refletir bem sobre o que virá pela frente. Uma mudança de vida radical. Não esperem que um presente bonito e caro substitua sua presença e abraço no seu filho. Se um dia tiver de escolher entre abraço e presente, escolha o abraço. Seja pai.

Parabéns a todos os pais que batalham para sustentar suas casas, mas não abrem mão da integridade, da honestidade, do trabalho árduo como maneira de cumprir seu papel.

Parabéns a todos os que fazem o duplo papel de pai e mãe.

Parabéns aos pais de filhos especiais, que dedicam mais ainda, para cuidarem de seus filhos grandes como se ainda fossem crianças, porque a circunstância exige.

Parabéns.
Feliz dia dos Pais a TODOS os #PaisDeVerdade.

Mas só pra esses mesmo. Para os outros não.